BRB suspende divulgação de balanço e busca capitalização urgente para evitar crise!

BRB Adia Divulgação de Balanço e Busca Capitalização para Cobrir Prejuízos
Na quarta-feira, 4 de março de 2026, o presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, esclareceu que a instituição atrasará a divulgação do balanço de 2025 até finalizar o processo de capitalização acordado com o Banco Central (BC).
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A decisão visa neutralizar perdas decorrentes da aquisição de carteiras de crédito do Master. Uma assembleia de acionistas está programada para 18 de março de 2026, onde será discutido o reforço de capital.
Souza argumentou que a publicação imediata do balanço poderia gerar desconfiança no mercado, considerando o impacto da operação com o Master. O BRB tem até 31 de março para apresentar os demonstrativos financeiros, prazo imposto pelo BC. A instituição busca fortalecer suas finanças após a liquidação do Banco Master, decretada em novembro de 2025, e a subsequente necessidade de recuperar valores bloqueados em carteiras de crédito.
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Opções de Capitalização em Análise
Diversas alternativas estão sendo consideradas para a capitalização do BRB. Entre elas, a venda de cotas de um fundo imobiliário avaliado em R$ 6,17 bilhões, a alienação de 49% de uma subsidiária, estimada em cerca de R$ 1 bilhão, e a recompra de letras financeiras no valor de R$ 3,8 bilhões.
O governo do Distrito Federal planeja incluir imóveis no fundo, com cotas disponíveis para aquisição por bancos. Três instituições do segmento S1, o dos maiores bancos, apresentaram propostas para o investimento.
Apoio Governamental e Desafios Legais
A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou um projeto que autoriza o governo a contratar até R$ 6,6 bilhões em operações de crédito com o Fundo Garantidor de Créditos ou com instituições financeiras, visando reforçar o capital do banco.
A proposta teve 14 votos a favor e 10 contra. O BRB ainda enfrenta um processo judicial no Supremo Tribunal Federal, buscando a liberação dos recursos bloqueados nas carteiras de crédito do Master. A situação financeira do banco, controlado pelo governo do Distrito Federal, tem gerado preocupações no mercado, levando alguns agentes a defenderem uma solução emergencial para estabilizar a instituição.
Editoria:
Redação Economia
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