BRB finaliza plano de capital para enfrentar prejuízos com o Banco Master, incluindo financiamento do FGC e criação de fundo imobiliário. Descubra mais!
O Banco de Brasília (BRB) já finalizou seu plano de capital para lidar com possíveis prejuízos decorrentes das operações com o Banco Master. Entre as alternativas analisadas, a solicitação de uma linha de financiamento do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) se destaca como a mais vantajosa.
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Como associado do fundo, o BRB pode solicitar esse financiamento, que será avaliado pelo FGC para a concessão do aporte.
Outra opção em discussão é a criação de um fundo de investimento imobiliário, utilizando imóveis do governo do Distrito Federal. O governador Ibaneis Rocha mencionou que o DF possui empresas robustas e um patrimônio imobiliário superior a R$ 200 bilhões.
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Para essa alternativa, seria necessário estabelecer um fundo e vender cotas, monetizando os imóveis e transformando-os em ativos do BRB. Fontes indicam que essa estratégia pode levar cerca de 90 dias para ser implementada.
O plano de capital do BRB contempla pelo menos cinco alternativas para cobrir as perdas relacionadas ao Banco Master. As opções incluem:
Entretanto, a implementação de qualquer uma dessas medidas depende dos resultados das investigações conduzidas por uma auditoria externa contratada pelo BRB. O montante exato das perdas causadas pelas operações com o Banco Master ainda está em fase de cálculo.
As investigações revelam que a fraude relacionada ao Banco Master é estimada em R$ 12 bilhões, envolvendo carteiras de crédito inexistentes adquiridas pelo BRB. De acordo com informações, há 17 fundos da instituição de Daniel Vorcaro dentro desse total.
O BRB conseguiu substituir ou liquidar R$ 10 bilhões desse montante.
Em resposta ao risco de prejuízo, o Banco Central ordenou que o BRB faça um provisionamento de R$ 2,6 bilhões para cobrir as perdas com as carteiras fraudulentas do Banco Master. Essa operação será incluída no balanço financeiro da instituição referente a 31 de dezembro, que será divulgado em março.
Em nota, o BRB ressaltou que os possíveis prejuízos relacionados à compra das carteiras do Banco Master ainda estão sendo investigados pelo Banco Central e pela auditoria independente. Caso as perdas sejam confirmadas, o BRB já possui um plano de capital que prevê aportes por meio de diversos instrumentos de recomposição de capital.
O banco reafirma sua solidez, com patrimônio líquido de R$ 4,5 bilhões e patrimônio de referência de R$ 6,5 bilhões, operando normalmente e garantindo todos os serviços financeiros.
Autor(a):
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.