Brasileiro recebe 12 anos de prisão nos EUA por lavar mais de US$ 30 milhões

Os outros cinco réus condenados receberam penas de um ano e um dia a sete anos e dez meses; o caso envolve dinheiro ligado ao tráfico de drogas.

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O brasileiro Ygor Fokin Saviolli, de 35 anos, foi condenado a 12 anos de prisão nos Estados Unidos por gerenciar e supervisionar uma organização que lavou mais de US$ 30 milhões em recursos ilícitos, incluindo dinheiro do tráfico de drogas. A sentença foi anunciada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos na última sexta-feira (16).

Outros cinco réus receberam penas de um ano e um dia a sete anos e dez meses de prisão. As condenações foram impostas em 24 de setembro.

Outros cinco réus também foram condenados

Gabriel Cezar Menezes, brasileiro de 29 anos, recebeu pena de 7 anos e 10 meses. Omar Aliperti De Mello Correa, americano de 34 anos, foi condenado a 2 anos e 6 meses.

Leandro De Avila Gonçalves, brasileiro de 43 anos, recebeu 2 anos de prisão. João Andrade De Mello e Tadeu Sebastiane Rabelo Alves Barbosa, ambos brasileiros, foram condenados a 1 ano e 1 dia cada.

A CNN Brasil tenta localizar a defesa dos citados. O espaço segue aberto para manifestação.

Mensageiros recebiam dinheiro em diferentes regiões

Segundo o Departamento de Justiça americano, a organização coordenava mensageiros nos Estados Unidos para recolher grandes quantias obtidas com a venda de substâncias controladas. O dinheiro era depositado em bancos de diferentes regiões do país para disfarçar sua origem.

Depois, os lucros eram enviados a diferentes destinatários, entre eles fornecedores de drogas que operavam fora dos Estados Unidos. As investigações identificaram dezenas de coletas de dinheiro coordenadas por mensagens no Whats App, com a participação de facilitadores e mensageiros.

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De acordo com a Justiça americana, Saviolli financiava o início das operações e supervisionava o recebimento e a lavagem de grandes quantias provenientes do tráfico de drogas.

FBI investigou o caso com apoio da DEA

Em junho de 2026, o tribunal distrital aceitou as declarações de culpa dos réus por conspiração para cometer lavagem de dinheiro.

O FBI conduziu a investigação com assistência do escritório da Administração de Combate às Drogas dos Estados Unidos (DEA) em Rochester e do escritório do adido da agência em Brasília.

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