Brasil registrou 34 bilhões de tentativas de golpes digitais entre 2025 e 2026

Cerca de 16,5 milhões de brasileiros foram vítimas de fraudes digitais, resultando em um prejuízo total de R 21,2 bilhões entre 2025 e 2026.

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O Brasil enfrentou cerca de 34 bilhões de tentativas de golpes digitais entre março de 2025 e fevereiro de 2026. Essa informação alarmante faz parte do relatório intitulado “O Estado dos Golpes no Brasil 2026”, divulgado pela Global Anti – Scam Alliance (GASA.

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O estudo revela que, em média, cada adulto brasileiro foi abordado 201,6 vezes por criminosos ao longo do período analisado.

Os dados mostram que aproximadamente 16,5 milhões de brasileiros foram vítimas efetivas de fraudes, resultando em um prejuízo total de R 21,2 bilhões. Cada pessoa afetada perdeu, em média, R 1.287.

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Em seguida estão o Gmail (32%) e o Instagram (22%). Além disso, os contatos iniciais para a realização dos golpes ocorreram predominantemente via telefone e mensagens instantâneas, que representaram 71% das tentativas.

Impactos emocionais nas vítimas

Além dos prejuízos financeiros, o relatório também destaca as consequências emocionais enfrentadas pelas vítimas. Cerca de 76% delas relataram ter sentido algum impacto moderado ou significativo em seu bem – estar mental após serem enganadas por fraudes.

Essa dimensão emocional é frequentemente negligenciada nos estudos sobre crimes digitais.

No Brasil, uma parcela significativa das pessoas afetadas optou por não registrar uma denúncia formal: 19% dos atingidos decidiram não comunicar os crimes às autoridades. Isso levanta questões sobre a subnotificação desses delitos e a necessidade de aumentar a conscientização sobre medidas de segurança.

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Metodologia do estudo

O estudo “O Estado dos Golpes no Brasil 2026” da GASA foi baseado em uma pesquisa abrangente realizada em mais de 40 países. Para a versão brasileira, foram conduzidas entrevistas com mais de mil pessoas, coletando dados relevantes sobre suas experiências com fraudes digitais.

A investigação focou em quatro pilares principais: o contato inicial com os golpistas, as interações durante as fraudes, os custos decorrentes e as estratégias de prevenção adotadas pelas vítimas. Os participantes foram questionados especificamente sobre suas vivências nos últimos doze meses.

Nesta edição de 2026, o processo metodológico incluiu uma filtragem rigorosa dos dados coletados. Respostas inconsistentes foram eliminadas e aqueles que relataram perdas muito elevadas foram convidados a confirmar novamente suas informações. Esse cuidado visa garantir que os dados reflitam a realidade atual de forma mais precisa do que nas edições anteriores.