Brasil registra 848 casos de feminicídio entre janeiro e julho de 2026

A redução de 3,2% nos casos de feminicídio no Brasil entre janeiro e julho de 2026 traz alívio, mas os números ainda são alarmantes e preocupantes.

21/08/2026 13:13

3 min

Entre janeiro e julho de 2026, o país registrou 848 vítimas de feminicídio, contra 876 no mesmo período de 2025
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Entre janeiro e julho de 2026, o Brasil registrou 848 casos de feminicídio, conforme dados divulgados nesta sexta – feira (21) pelo Sinesp (Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública). Essa cifra representa uma queda de 3,2% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

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Apesar da redução, os números continuam alarmantes para os primeiros sete meses do ano.

A média móvel de feminicídios atingiu seu pico em março, com 141,8 vítimas, mas apresentou uma queda nos quatro meses seguintes, alcançando 119,8 em julho. Em 2025, foram contabilizadas 1.571 mulheres vítimas desse crime no país, um aumento de 4% em relação a 2024 e resultando numa taxa de 1,4 feminicídio para cada 100 mil mulheres.

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Queda nas regiões brasileiras

De acordo com o Sinesp, três das cinco regiões do Brasil observaram redução nos casos de feminicídio entre janeiro e julho de 2026 em comparação ao mesmo período do ano anterior. Os dados foram analisados pela Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública.

No Nordeste, ocorreu a maior diminuição: o número de vítimas caiu de 257 para 220, representando uma redução de 14,4%. No Sudeste, a queda foi menor, passando de 317 para 302 casos (-4,7%). A região Norte viu uma leve redução de vítimas — foram 85 para 84 (-1,2%.

Por outro lado, o Sul registrou um aumento significativo nos casos: subiu de 121 para 139 vítimas (+14,9%). No Centro – Oeste também houve crescimento no número total de feminicídios, que passou de 96 para 103 (+7,3%.

Análise por estados

Ao analisar os dados por estados, constatou – se que 14 unidades da Federação tiveram uma redução no número de casos entre janeiro e julho deste ano comparado ao mesmo período em 2025. Enquanto isso, dois estados mantiveram os números estáveis e outros onze registraram aumento.

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Entre os estados com as maiores reduções percentuais estão Rondônia (-64,7%), Piauí (-57,1%) e Maranhão (-42,4%). O Acre e Roraima também se destacaram com quedas de 40%, assim como o Distrito Federal (-31,3%). Outros estados que apresentaram diminuições notáveis incluem Piauí (de 28 para 12 vítimas), Minas Gerais (de 93 para 79), Pernambuco (de 57 para 45) e Maranhão (de 33 para 19.

Operação Mulher Segura

Para enfrentar essa situação crítica e reduzir os índices de feminicídio no Brasil, o governo federal coordena a Operação Mulher Segura. Essa iniciativa é realizada em parceria com as forças de segurança dos estados e do Distrito Federal. Desde o início de 2026 até agora, as duas fases da operação já resultaram em aproximadamente 34.400 prisões.

Além disso, mais de 150 mil atendimentos a vítimas e cerca de 95 mil acompanhamentos relacionados às Medidas Protetivas de Urgência (MPUs) foram realizados.

Crescimento contínuo dos feminicídios

Os números também evidenciam um crescimento contínuo dos feminicídios no Brasil. Em relatório divulgado em julho de 2026 pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública sobre os dados referentes a todo o ano passado (2025), foi revelado que o país teve o maior número da série histórica com um total de 1.571 vítimas.

Este dado confirma a alta consistente nesse tipo de crime nos últimos anos.

No total registrado em 2025, cerca de 44,4% das mulheres assassinadas no Brasil morreram por razões relacionadas ao gênero. Isso ocorre após a inclusão do feminicídio como crime autônomo no Código Penal brasileiro através da Lei nº 14.994/2024.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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