Brasil deve enfrentar “super El Niño” no segundo semestre de 2026, alertam especialistas

O “super El Niño” pode provocar crises no abastecimento de água e na produção de alimentos, afetando milhões de brasileiros até 2027

16/06/2026 05:21

3 min

Brasil deve enfrentar “super El Niño” no segundo semestre de 2026, alertam especialistas
(Imagem de reprodução da internet).

Brasil deve enfrentar “super El Niño” no segundo semestre de 2026

No segundo semestre de 2026, o Brasil deve lidar com a formação de um fenômeno climático denominado “super El Niño”. Especialistas alertam que esse evento pode impactar o clima global até 2027, afetando a vida de milhões de brasileiros. Claudio de Brito Neri, professor de Geografia do Colégio Presbiteriano Mackenzie Tamboré, destacou que as consequências do fenômeno vão desde problemas na produção de alimentos até crises no abastecimento de água e enchentes.

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Órgãos alertam sobre os impactos do fenômeno

Em resposta à situação, instituições como o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) estão alertando governos, agricultores e a população sobre os possíveis efeitos do super El Niño.

Uma nota técnica emitida em conjunto pelo CPTEC, INPE e INMET aponta que os impactos do fenômeno poderão variar nas diferentes regiões do Brasil.

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Impactos regionais do super El Niño

  • Região Norte: Espera-se seca e redução no volume de chuvas, afetando o nível dos rios e dificultando o transporte de pessoas e mercadorias. Comunidades ribeirinhas podem enfrentar dificuldades no acesso a alimentos e serviços de saúde.
  • Nordeste: A escassez de água e a diminuição das chuvas impactam o abastecimento e a produção agrícola, além de aumentar o risco de incêndios em áreas de vegetação.
  • Centro-Oeste: Embora os efeitos sejam menos intensos, o aumento da temperatura pode reduzir a umidade do ar, favorecendo queimadas, enquanto algumas áreas podem registrar chuvas dentro da média.
  • Sudeste: A região apresenta um histórico variável, com locais enfrentando chuvas intensas e outros períodos de estiagem. Capitais como São Paulo e Rio de Janeiro podem registrar ondas de calor mais intensas, aumentando o consumo de energia elétrica.
  • Sul: Tradicionalmente a região mais afetada, o Sul pode enfrentar enchentes, alagamentos e deslizamentos de terra, com temporais mais frequentes e chuvas acima da média.

Consequências econômicas e ambientais

Os efeitos do super El Niño podem elevar o preço da conta de luz, encarecer alimentos e reduzir a disponibilidade de água. Períodos de seca prolongada e chuvas excessivas podem afetar estradas, moradias e plantações, gerando impactos significativos na economia e na vida cotidiana.

Entendendo o fenômeno El Niño

O El Niño ocorre quando há um aquecimento anômalo das águas do Oceano Pacífico, alterando a circulação dos ventos e a formação das chuvas. Esse processo afeta o clima global, com variações que vão de excessos de chuva e alagamentos a secas intensas e falta de água nos reservatórios no Brasil.

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Normalmente, os ventos no Pacífico sopram de leste para oeste, mantendo águas mais frias próximas à América do Sul. O fenômeno altera esse equilíbrio, resultando em consequências globais.

Sob supervisão de AR.

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Autor(a):

Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.

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