Brasil apresenta ao Brics proposta de sistema de pagamentos sem o dólar

O Brics Pay permitiria transferências diretas entre moedas locais, sem passar pelo Swift.

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Foto: Reprodução
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Brasil apresenta sistema de pagamentos ao Brics

Na recente reunião do Brics, o Brasil introduziu um sistema próprio de pagamentos internacionais, denominado Brics Pay. A proposta visa criar uma plataforma que conecte os países do bloco por meio de transferências diretas entre suas moedas locais, diminuindo a dependência do Swift, que é controlado pelos Estados Unidos.

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Hoje, o dólar atua como a principal moeda intermediária nessas transações.

A iniciativa pretende funcionar de maneira semelhante a sistemas já existentes, permitindo pagamentos instantâneos e integração com os sistemas nacionais já em operação. Thiago Godoy, apresentador da Resenha do Dinheiro, destaca que o aplicativo surge como uma alternativa para simplificar as operações comerciais dentro do bloco. “Isso permitirá, por exemplo, que uma transação entre o Brasil e outro país seja realizada em real e yuan, sem a necessidade de conversão para o dólar ou uso do sistema Swift”, analisa.

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Fatores geopolíticos em jogo

Entretanto, a discussão em torno do Brics Pay também envolve aspectos geopolíticos. Marilia Fontes, especialista em renda fixa, aponta que a busca por alternativas ao sistema atual está ligada à possibilidade de sanções internacionais. “A ideia de se afastar do Swift está relacionada à necessidade de manter o comércio ativo mesmo em cenários de restrição ou bloqueio ao sistema”, afirma Marilia.

Apesar das expectativas, existem diferentes opiniões sobre o potencial do projeto. Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb, enfatiza a distinção entre fortalecer o bloco em negociações comerciais e criar um sistema de pagamentos que permita aos governos acessar transações de pessoas físicas, algo que não ocorre, por exemplo, na União Europeia. “Uma coisa é fortalecer o bloco em negociações comerciais.

Outra é criar um sistema de pagamentos que permita esse acesso”, ressalta.

Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.

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