Boulos classifica áudio de Flávio Bolsonaro como grave e pede cassação do senador

Guilherme Boulos classifica áudio de Flávio Bolsonaro como “muito grave” e pede cassação do senador. Entenda a polêmica que agita a política!

Ministro Boulos considera áudio de Flávio Bolsonaro como motivo para cassação

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, classificou como “muito grave” o suposto áudio do senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em declaração feita nesta quarta-feira (13), Boulos afirmou que, caso a gravação realmente seja de Flávio, a questão vai além de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) e envolve a necessidade de cassação do mandato do senador. “Esse cidadão quer ser presidente do Brasil pedindo R$ 134 milhões?”, questionou Boulos a jornalistas na Câmara.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Boulos também comentou sobre a interação entre Flávio e o banqueiro Vorcaro, que teria ocorrido após a divulgação de investigações envolvendo o banqueiro. Essas investigações foram realizadas entre dezembro de 2024 e novembro de 2025, relacionadas ao financiamento do longa “Dark Horse”.

O ministro ressaltou que, a menos que a gravação tenha sido adulterada ou que alguém tenha imitado a voz de Flávio, ele não pode continuar como senador. “Tem que ser cassado e, pelo amor de Deus, acho que aí a população vai saber fazer seu juízo nas urnas”, declarou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Reação de Flávio Bolsonaro e movimentação política

Em resposta, Flávio Bolsonaro defendeu a instalação da CPI do Master e afirmou que sua interação com Vorcaro foi mal interpretada. Ele destacou que conheceu Vorcaro em 2024, após o término do governo Bolsonaro, e que, naquele momento, não havia acusações ou suspeitas públicas sobre o banqueiro.

A repercussão do caso gerou mobilização entre os parlamentares nesta quarta-feira.

Leia também

Integrantes da base governista intensificaram a pressão por investigações e pela instalação da CPI do Master. Por outro lado, aliados de Flávio tentaram minimizar a situação, argumentando que não havia envolvimento de dinheiro público ou corrupção.

Durante a tarde, Boulos esteve na Câmara dos Deputados para participar de uma audiência da comissão especial que discute o fim da jornada de trabalho 6×1, onde também foram abordadas possíveis compensações financeiras.