Senado aprova ampliação do prazo para denúncias de violência doméstica para 12 meses

CCJ do Senado aprova ampliação do prazo para denúncias de violência doméstica, passando de 6 para 12 meses. Entenda como isso pode impactar as vítimas!

13/05/2026 16:26

2 min

Senado aprova ampliação do prazo para denúncias de violência doméstica para 12 meses
(Imagem de reprodução da internet).

CCJ do Senado Aprova Ampliação do Prazo para Denúncias de Violência Doméstica

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (13) uma proposta que estende o prazo para que mulheres possam realizar denúncias de violência doméstica. O projeto agora seguirá para a análise do plenário.

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Com a aprovação, o prazo para que mulheres vítimas de violência doméstica tomem providências legais contra seus agressores passa de 6 para 12 meses. Para isso, o texto modifica o Código Penal, a Lei Maria da Penha e o Código de Processo Penal.

Justificativa da Relatora

Atualmente, as normas estabelecem que a vítima perde o direito de queixa ou de representação, conhecido como prazo decadencial, após seis meses. Esse prazo é contado a partir do momento em que a mulher identifica o autor do crime ou quando se esgota o prazo para que o Ministério Público apresente a denúncia.

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A relatora do projeto, senadora Dorinha Seabra (União-TO), argumenta que, em casos de violência doméstica e familiar, a mulher geralmente mora com o agressor, possui laços afetivos com ele e, muitas vezes, depende economicamente dele. Por isso, a senadora defende que “a vítima necessita de um prazo maior de reflexão para exercer o direito de queixa ou representação, a fim de vencer o medo, a vergonha, o trauma e até mesmo o eventual sentimento que ainda nutra pelo agressor, e reunir as condições para denunciar as agressões sofridas”.

Próximos Passos

Segundo a relatora, a ampliação do prazo é uma medida que pode ajudar a reduzir a impunidade e prevenir a violência. Na reunião desta quarta-feira, o parecer foi lido pelo senador Izalci Lucas (PL-DF), que substituiu a relatora. Antes, a proposta já havia sido aprovada nas comissões de Segurança Pública e de Direitos Humanos.

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Se não houver mudanças, a proposta seguirá para a sanção presidencial. O projeto original foi apresentado na Câmara dos Deputados pela deputada Laura Carneiro (PSD-RJ).

Autor(a):

Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.

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