Bolsas europeias fecham em queda com desvalorização do setor de defesa e incertezas tecnológicas

As bolsas europeias enfrentaram perdas devido à desvalorização do setor de defesa e incertezas tecnológicas, com destaque para a queda das ações da Rheinmetall

Recepção da Bolsa de Valores de Frankfurt

As bolsas europeias encerraram a quarta-feira, 24 de maio de 2026, com predominantemente resultados negativos, influenciadas pela queda no setor de defesa após notícias sobre alterações em um importante programa militar da Alemanha. A aversão ao risco também foi exacerbada pela incerteza em relação às perspectivas do setor tecnológico global, embora a desvalorização do petróleo tenha contribuído para limitar as perdas em alguns mercados.

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Desempenho dos principais índices europeus

No mercado londrino, o FTSE 100 apresentou uma leve alta de 0,31%, alcançando 10.461,63 pontos. Em contrapartida, o DAX de Frankfurt registrou uma queda de 0,71%, fechando em 24.716,24 pontos. O CAC 40 de Paris subiu 0,54%, atingindo 8.385,49 pontos.

O FTSE MIB em Milão recuou 0,74%, somando 51.638,94 pontos, enquanto o Ibex 35 de Madri teve uma perda de 0,46%, terminando em 19.386,40 pontos. O PSI 20 em Lisboa caiu ainda mais, com uma desvalorização de 0,88%, encerrando aos 9.055,89 pontos. É importante ressaltar que as cotações são preliminares.

Impactos no setor de defesa e reações do mercado

A empresa alemã Rheinmetall viu suas ações despencarem cerca de 19% após a divulgação de que Berlim decidiu abandonar o projeto das seis fragatas F126, cujo valor estimado é de aproximadamente 12 bilhões de euros. Analistas do banco JPMorgan alertaram que essa decisão pode impactar negativamente a meta anual de novos pedidos da empresa.

Outros nomes do setor também enfrentaram perdas significativas: Renk caiu 6,3%, Hensoldt viu suas ações caírem 4% e Leonardo registrou uma queda de 4,9%. Por outro lado, a TKMS obteve um avanço expressivo de 14,8%, sendo considerada uma potencial beneficiária de alternativas ao programa naval cancelado.

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No cenário londrino, a Segro se destacou com uma alta de 17% após rejeitar uma proposta de aquisição da americana Prologis avaliada em 12,6 bilhões de libras esterlinas. O subíndice referente ao setor de defesa apresentou uma queda de 1,1%, enquanto os setores de energia e recursos básicos também sofreram perdas consideráveis, com quedas de 2,3% e 2,9%, respectivamente.

O recuo nos preços do petróleo foi impulsionado por sinais positivos em um acordo provisório entre os Estados Unidos e o Irã e pela normalização dos fluxos no Estreito de Ormuz. Essa situação resultou em uma forte desvalorização tanto do petróleo quanto das commodities metálicas como cobre e ouro.

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Na agenda econômica do dia, o índice Ifo que mede o sentimento empresarial na Alemanha registrou um aumento sutil, subindo de 85 para 85,6 pontos em junho. Para o ING Bank, esse segundo crescimento consecutivo do indicador sugere um retorno gradual do otimismo entre as empresas alemãs, favorecido pela expectativa de redução nos riscos associados aos custos energéticos.

No entanto, o banco holandês adverte que o PIB da Alemanha pode enfrentar nova contração no segundo trimestre.