Bolsas da Ásia fecham em baixa com petróleo a US 104 e tensões no Oriente Médio

As bolsas da Ásia fecharam em queda nesta quinta – feira (8), pressionadas por mais um salto nos preços do petróleo em meio ao agravamento das tensões no Oriente Médio. O movimento acendeu alertas sobre o avanço da inflação global e elevou os rendimentos dos títulos soberanos em diversos países.
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O índice sul – coreano Kospi registrou a maior perda do dia, com recuo de 2,62%, aos 6.625,93 pontos. A sessão foi encurtada por conta de um feriado local. Em Seul, as ações das gigantes de semicondutores Samsung Electronics e SK Hynix pesaram no mercado — ambas caíram 2,4%.
Mercados pelo continente
No Japão, o Nikkei caiu 1,42% em Tóquio, fechando aos 69.042,11 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng recuou 1,43%, para 23.785,70 pontos. Já o Taiex, de Taiwan, teve baixa de 0,99%, aos 49.313,44 pontos.
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As bolsas da China continental voltaram a operar após uma semana de feriado e também fecharam no vermelho. O Xangai Composto caiu 0,79%, para 3.811,90 pontos, enquanto o Shenzhen Composto, menos abrangente, recuou 1,63%, a 2.365,35 pontos.
Na Oceania, o mercado australiano também terminou o pregão em baixa. O SPASX 200 caiu 0,77%, aos 8.660,90 pontos.
Petróleo e o risco geopolítico
O petróleo disparou nos mercados internacionais. No fim da madrugada, o barril do Brent saltava cerca de 4%, ultrapassando a marca de US 104. A escalada acontece em meio a incertezas persistentes sobre a oferta global da commodity.
Os temores se intensificaram após uma reportagem da revista The Atlantic, publicada ontem, que citou dois funcionários não identificados. Segundo a publicação, a Casa Branca teria pedido ao Pentágono que elaborasse opções de ataque contra o Irã antes das eleições de meio de mandato, marcadas para novembro.
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Ataques contra alvos na Arábia Saudita, apoiados pelo Irã, também reforçaram as preocupações com o fornecimento de petróleo no Oriente Médio. A alta do petróleo tende a pressionar os rendimentos dos títulos soberanos e a complicar a trajetória de juros dos principais bancos centrais.
Desde o início do conflito na região, no fim de fevereiro, o Fed (Federal Reserve) e o BoJ (Banco do Japão) elevaram os juros uma vez cada. Já o BCE (Banco Central Europeu) anunciou dois aumentos no mesmo período.
Autor(a):
Pedro Santana
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.



