Bernie Sanders e democratas pedem que Zuckerberg explique como a Meta trata Lula e Flávio

Campanha de Lula acusa a Meta de restringir anúncios e desabilitar conta, enquanto a empresa, dona de WhatsApp, Instagram e Facebook, não comentou a carta.

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REUTERS

Um grupo de 12 deputados democratas dos Estados Unidos e o senador independente Bernie Sanders enviou uma carta a Mark Zuckerberg, CEO da Meta, para cobrar explicações sobre como as plataformas da empresa tratam Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa presidencial brasileira.

Os parlamentares dizem estar preocupados com relatos de que as redes da companhia estariam restringindo ou suprimindo conteúdo ligado à campanha de Lula. Ao mesmo tempo, conteúdo associado à campanha de Flávio estaria sendo amplificado ou recomendado. A Meta controla o Whats App, o Instagram e o Facebook.

Campanha de Lula aponta anúncios restritos e perfis de IA

A campanha do petista afirma sofrer restrição na entrega de anúncios e diz que sua conta de anúncios foi desabilitada. As queixas não param aí.

O comitê de Lula também acusa a plataforma de aprovar anúncios pagos vindos do exterior sem rótulo. Cita ainda a circulação de conteúdo sintético em período vedado e a atuação de perfis de inteligência artificial.

A Meta não se manifestou sobre a carta até a publicação.

Carta chega na reta final das Midterms nos EUA

A cobrança dos congressistas americanos ocorre em pleno período eleitoral nos próprios Estados Unidos. Democratas e republicanos se preparam para as Midterms, as Eleições de Meio de Mandato, que vão renovar a Câmara e o Senado em 3 de novembro.

Para uma fonte ligada ao Congresso americano ouvida pela CNN Brasil, esse calendário e a velocidade com que os políticos se mobilizaram mostram preocupação genuína com a situação no Brasil e com a conduta da Meta.

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“O que torna esta carta particularmente significativa é a rapidez com que os membros do Congresso se mobilizaram para elaborá-la e divulgá-la, especialmente na reta final das eleições de meio de mandato, momento em que, compreensivelmente, sua atenção está voltada para as campanhas eleitorais”, disse a fonte.

“O fato de terem se disposto a agir com tamanha agilidade, apesar de suas agendas extremamente lotadas, demonstra o quanto levam a sério essas preocupações”, completou.

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