Mesmo na final da Sul-Americana, Bernard reconhece atuação fraca do Galo: “Serve de aprendizado”

Atlético-MG perdeu por 2 a 0 para o Torque, avançou no agregado de 3 a 2 e decide o título contra o Boca Juniors em 21 de novembro, em Barranquilla.

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Bernard fez alerta para a equipe do Atlético-MG na final

O Atlético-MG garantiu vaga na final da Copa Sul-Americana na quarta-feira (21), mesmo perdendo por 2 a 0 para o Montevideo City Torque no jogo da volta das semifinais. O Galo avançou graças ao placar agregado de 3 a 2.

O adversário na decisão será o Boca Juniors, que eliminou o Vasco em pleno Maracanã. A final está marcada para 21 de novembro, sábado, em Barranquilla, na Colômbia.

Bernard admite atuação ruim contra o Torque

A classificação veio com susto, e o meio-campista Bernard reconheceu as dificuldades depois da partida. Para ele, o time uruguaio tinha motivos para se lançar ao ataque. “Sabíamos que enfrentaríamos muitas dificuldades. Quando a gente tinha diferença de dois gols contra o Santos, tínhamos que jogar dentro de casa com intensidade muito alta, em busca do resultado, porque era o que nos bastava. Tínhamos que correr riscos. A gente sabia que o Torque iria correr riscos. Eles têm uma equipe qualificada, ninguém está numa semifinal de Sul-Americana por acaso, por sorte”, disse.

O jogador não escondeu que o desempenho ficou abaixo do esperado. “Tivemos muitas dificuldades no jogo, serve muito de aprendizado. Não fizemos um bom jogo, intenso, não conseguimos ter intensidade. Mas não podemos achar que é terra arrasada. Conseguimos um feito de estar em uma final de Sul-Americana. O que nos cabe é ajustar”, afirmou.

Bernard também defendeu que a derrota seja estudada pelo elenco. “Esse jogo precisa servir de exemplo. Temos que analisar esse jogo, para que a gente não repita os mesmos erros, o mesmo resultado. É olhar para frente, estar feliz com nosso desempenho geral, porque foi isso que fez a gente chegar à final neste ano”, completou.

Galo quer o título diante do Boca Juniors em Barranquilla

Chegar à decisão, segundo o meia, não basta. “Importante (chegar à final), mas temos que vencer. Tem que vencer. Não adianta só chegar na final, ter uma boa campanha, um bom ano. No final, a gente acaba vivendo de títulos”, declarou.

Ele ainda citou o amadurecimento do grupo como trunfo para a final contra os argentinos. “O mais importante é chegar e vencer. Temos que estar focados, concentrados, para chegar na final e vencer, ser diferente dos outros anos. Estamos mais maduros, mais cascudos, por passar por situações como essas. Aprendizado a gente tem. É colocar em prática para o resultado ser diferente no final”, finalizou Bernard.

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