Bank of America projeta três aumentos de juros nos EUA entre setembro e dezembro de 2026

A projeção do Bank of America sugere que os aumentos de juros nos EUA podem impactar negativamente os mercados emergentes, incluindo o Brasil.

04/07/2026 05:25

3 min

Uma pausa no aumento dos juros pode ser melhor para as ações do que um corte, dizem economistas.
Uma pausa no aumento dos juros pode ser melhor para as ações do ...

O Bank of America projeta três aumentos de 0,25 ponto percentual nos juros americanos entre setembro e dezembro deste ano, elevando a taxa básica para a faixa de 5% a 5,25%. Essa previsão é sustentada por dados de atividade econômica que superaram as expectativas e pela continuidade da inflação tanto em bens quanto em serviços.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A postura do novo presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, durante sua primeira reunião à frente da instituição, também influencia essa perspectiva.

Se essa projeção se concretizar, os mercados emergentes podem enfrentar dificuldades. Taxas de juros mais altas nos Estados Unidos tendem a fortalecer o dólar, reduzir o fluxo de capitais para nações como o Brasil e aumentar a pressão sobre o câmbio, complicando ainda mais o controle da inflação.

A expectativa do Bank of America é mais pessimista do que a maioria das previsões no mercado financeiro.

A expectativa do mercado

A maior parte dos investidores acredita que os aumentos ocorrerão apenas neste ano. A ferramenta Fed Watch, desenvolvida pelo CME Group, indica que a probabilidade de o Fed encerrar 2026 com três elevações de juros é de aproximadamente 7%. Apesar disso, David Beker, economista – chefe do Bank of America para o Brasil, admite que esse cenário se tornou menos provável após os últimos dados do mercado de trabalho americano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A criação de novas vagas em junho ficou abaixo das expectativas do mercado, o que aliviou parte da pressão por um aperto monetário mais severo. Além disso, um fator que pode enfraquecer essa previsão é a comunicação recente de Kevin Warsh. Após um início com tom rigoroso, ele indicou que os riscos inflacionários diminuíram, embora tenha reiterado seu compromisso em controlar a inflação.

Impactos no Brasil

As possíveis altas nas taxas americanas têm implicações diretas para a economia brasileira. O fortalecimento do dólar pode dificultar ainda mais as exportações e aumentar os custos das importações. Isso gera um ambiente desafiador para as empresas brasileiras que dependem de insumos estrangeiros e pode levar a ajustes nos preços internos.

Leia também

Além disso, com menos recursos disponíveis devido ao fluxo reduzido de investimentos externos, as perspectivas para o crescimento econômico no Brasil podem ser afetadas. O governo e as autoridades financeiras devem estar atentos a esses sinais e preparar estratégias para mitigar os impactos negativos dessa situação.

Projeções futuras

Os próximos meses serão cruciais para observar como essas dinâmicas se desenrolarão nos Estados Unidos e suas repercussões globais. Enquanto isso, analistas continuam monitorando os indicadores econômicos em busca de pistas sobre o comportamento futuro dos juros americanos e suas consequências para mercados emergentes como o brasileiro.

A atenção especial deve ser dada aos desdobramentos da política monetária americana sob Kevin Warsh e como isso influenciará não apenas a economia dos EUA, mas também a estabilidade econômica global.

Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!