Bancos endurecem critérios com alta em crédito empresarial em 2026

As condições de oferta de crédito ficaram mais restritivas no segundo trimestre de 2026 para a maioria dos setores analisados pelas instituições financeiras consultadas pelo Poder360 e divulgada nesta quinta – feira, dia 20 de agosto.
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A Pesquisa Trimestral de Condições de Crédito (PTC) apontou que o mercado demonstrou força na demanda por capital em quatro segmentos principais: grandes empresas, micropequenas e médias empresas (MPMEs), consumo e habitação. No entanto, os bancos projetam um cenário misto para o terceiro trimestre; enquanto alguns fatores indicaram melhora esperada — como nos índices habitacionais —, outros sinalizam nova pressão restritiva no setor empresarial geral
Créditos empresariais mostram sinais divergentes
Para as grandiões corporações, a necessidade de financiamento permaneceu alta mesmo com uma leve redução do nível de inadimplência registrado entre 1º -0,73% e 2º trimestres (-0,71%). A demanda por capital de giro também se fortalece: em relação aos 59 pontos percentuais (índice) registrados antes, o índice subiu para 0,62%.
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Os bancos esperam que essa tendência avance ainda mais no próximo período.
Por outro lado, os índices gerais da economia indicaram um aumento na restrição. O indicador geral das grandes empresas passou pelos níveis negativos –0,52%, projetando – se agora pelo menos até atingir números próximos a -0,57%; enquanto a percepção do risco dos clientes ficou estável com pontuação negativa menor (-0,38%.
MPMEs e consumo enfrentam pressão de inadimplência
O cenário para as Micropequenas Empresas (MPMEs) também exige atenção especial devido ao histórico crescente de pressões financeiras. Enquanto o nível de tolerância ao risco melhorou no segundo trimestre — passando por um índice negativo que era mais restritivo —, os analistas preveem uma volta da maior tensão na área nos três meses seguintes.
A demanda das MPMEs foi impulsionada principalmente pela necessidade constante de capital de giro; esse indicador saltou significativamente, chegando a 0,42% em relação aos índices do primeiro período e com projeção ambiciosa até atingir 0,62%.
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No crédito para consumo, fatores como inadimplência continuam sendo grandes limitadores à oferta creditícia nesse setor vital
Inadimplência no consumidor é fator restritivo. No segmento consumerista, o nível de inadimplência passou por um aumento da pressão entre os trimestres. Embora tenha registrado -0,57% na primeira metade do ano (1º trimestre), chegou ao índice negativo mais alto (-0,56%) em relação aos dados recentes; contudo, há uma expectativa positiva dos bancos que projetam a melhora desse indicador para apenas -0,13%.
A menor tolerância geral também pressionou as condições e deve permanecer estável nos próximos três meses.
O crédito habitacional se mantém como exceção
Diferentemente das demais áreas econômicas sob análise — onde o custo de captação ou os índices gerais apontaram maior restrição —, no setor imobiliário houve estabilidade nas ofertas creditícias durante o segundo trimestre. O índice do custeio e disponibilidade de funding teve um efeito positivo sobre as concessões em comparação ao período anterior (passando por 0,29% contra -0,14%.
A demanda pelo financiamento também demonstrou força notável nesse segmento específico: a alteração na taxa básica foi responsável pela elevação dos indicadores para atingir até 0,57%. No entanto, apesar da performance positiva recente, há alerta futuro; pois se espera que os índices voltem à pressão restritiva no terceiro trimestre com projeção negativa (-0,57%), exigindo cautela.
Autor(a):
Ricardo Tavares
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.



