Banco Central reporta estoque de crédito de R 7,3 trilhões em maio de 2026, com alta de 0,6% mensal
O crescimento do estoque de crédito reflete a recuperação econômica, com destaque para o aumento nas operações com famílias e empresas, segundo o Banco Central.
O estoque de operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional (SFN) atingiu R 7,3 trilhões em maio de 2026, mostrando um aumento de 0,6% em relação ao mês anterior. Os dados foram divulgados nesta quarta – feira (1°) pelo Banco Central.
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Conforme a autoridade monetária, o crescimento foi impulsionado por uma alta de 0,7% nas operações com empresas, que totalizaram R 2,7 trilhões, e de 0,5% nas operações com famílias, que somaram R 4,6 trilhões.
Crescimento Anual e Composição do Crédito
No comparativo anual, a carteira total de crédito cresceu 9,5%. Esse avanço foi composto por um aumento de 6,8% no crédito destinado às empresas e uma elevação de 11,2% para as famílias. O saldo das operações de crédito com recursos livres chegou a R 4,1 trilhões em maio, registrando um crescimento mensal de 0,3% e uma alta de 6,9% em doze meses.
O crédito livre para pessoas jurídicas apresentou estabilidade ao longo do ano e cresceu apenas 0,3% no mês atual, totalizando R 1,6 trilhão. Já para pessoas físicas, o estoque aumentou para R 2,5 trilhões, também com um incremento mensal de 0,3% e um expressivo avanço anual de 11,7%.
Fatores que Impulsionaram o Crédito
Segundo o Banco Central, o crescimento no crédito foi estimulado principalmente pelo aumento das operações de crédito consignado tanto para trabalhadores do setor privado quanto para servidores públicos. Além disso, o uso do cartão de crédito à vista também contribuiu para essa expansão.
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A taxa média de juros alcançou 33,4% ao ano em maio. A inadimplência da carteira total se manteve em 4,7%, sendo que nas operações com pessoas jurídicas a inadimplência ficou em 3,2%, enquanto entre os consumidores individuais esse índice subiu para 5,6%.
Análise do Spread Bancário
O spread bancário — indicador que mostra a diferença entre as taxas médias das operações de crédito e o custo de captação — alcançou 22,1 pontos percentuais. Isso representa uma redução de 0,1 ponto percentual em relação ao mês anterior e um aumento acumulado de 1,6 pontos percentuais nos últimos doze meses.
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Com esses dados apresentados pelo Banco Central sobre o mercado financeiro nacional em maio de 2026, fica evidente a dinâmica contínua das operações creditícias no Brasil.