Banco Central alerta para alta do risco de crédito das famílias; empresas se estabilizam

Banco Central alerta para aumento do risco de crédito às famílias, enquanto empresas veem queda nas probabilidades de default. Descubra os detalhes!

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Foto: Reuters
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Banco Central aponta aumento de risco no crédito às famílias

O Banco Central informou nesta segunda-feira (25) que o risco no crédito às famílias aumentou, enquanto se manteve relativamente estável no crédito às empresas, conforme o Relatório de Estabilidade Financeira. O documento revela que os ativos problemáticos cresceram em todas as modalidades de crédito para famílias, e esse aumento teria ocorrido mesmo em um cenário hipotético onde as práticas de baixas a prejuízo das instituições financeiras não tivessem mudado em 2025.

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“Prospectivamente, as estimativas de probabilidade de default indicam que a trajetória de alta deve permanecer para a maioria das modalidades”, afirmou o BC.

Crédito às empresas e desaceleração econômica

No que diz respeito ao crédito às empresas, as probabilidades de default apresentaram uma tendência de queda em todos os portes, embora ainda estejam em níveis elevados. O Banco Central destacou que a desaceleração do crédito continua, acompanhando a moderação do crescimento da atividade econômica.

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Apesar de haver sinais de propensão ao risco, as instituições financeiras têm reduzido seu apetite por crédito.

“Mesmo com o dinamismo do mercado de trabalho, com ganhos consistentes de renda e redução expressiva do desemprego, o risco se elevou ainda mais”, declarou a instituição. O BC ressaltou que o maior impacto foi sentido entre os tomadores de menor renda, especialmente nas modalidades de crédito mais onerosas.

Resultados dos testes de estresse e capitalização do sistema bancário

Os resultados dos testes de estresse, conforme o relatório, mostram que o sistema bancário possui uma capitalização adequada e resiliência em todos os cenários simulados. O Banco Central reafirmou que não houve efeitos sistêmicos no Sistema Financeiro Nacional, que continua com capitalização e liquidez confortáveis, além de provisões adequadas ao nível de perdas esperado.

Após a liquidação do Banco Master, os clientes ressarcidos pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos) direcionaram seus recursos principalmente para instituições financeiras de maior porte e relevância sistêmica, seguindo o que é esperado em eventos de resolução bancária, segundo a autoridade monetária.

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