Bancários invadem praça em Porto Alegre durante paralisação nacional
Moraes defende reajuste salarial após paralisações nacionais exporem falhas na negociação da categoria.
Centenas de bancários ocuparam na manhã desta quinta – feira (20) uma praça no Centro Histórico de Porto Alegre durante manifestação da categoria em todo Rio Grande do Sul.
A mobilização foi intensa: apesar da chuva ao longo da manhã, os trabalhadores permaneceram concentrados nas áreas próximas às agências Banrisul e Caixa Econômica Federal. O movimento também resultou no fechamento temporário diversas unidades bancárias tanto em Porto Alegre quanto pela região metropolitana vizinha.
Mobilização nacional cobra proposta dos bancos
O dia começou com dirigentes sindicais percorrendo as primeiras horas passando pelas diferentes agências para conversar diretamente com o pessoal que trabalha na área financeira. Ao avançar a manhã, diversos profissionais de instituições financeiras se reuniram espontaneamente na praça central do Centro Histórico.
“A união aqui mostra toda força da categoria e envia um recado muito claro à Fenaban“, declarou Luciano Fetzner, presidente local, ressaltando como essa mobilidade demonstra poder coletivo entre os bancários presentes. Segundo ele, centenas de unidades foram paralisadas em adesão ao movimento nacional realizado no dia 20.
Impacto das paralisações além de Porto Alegre
O protesto não ficou restrito a capital. A Campanha Nacional Unificada está sendo realizada por diversas cidades gaúchas também cobrando uma proposta formal dos bancos para atender às demandas do setor financeiro na época da campanha salarial de 2026.
Em São Leopoldo, o fechamento atingiu treze agências de um total que conta com vinte pontos comerciais; já foi registrado similarmente em Caxias do Sul, onde unidades tanto públicas quanto privadas foram paralisadas. Os dados coletados pelo Sind Bancários indicam grande descontentamento: 97,5% das pessoas presentes à assembleia rejeitaram a última sugestão apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), sendo mais de mil e setecentos bancários os responsáveis por essa votação no município.
Demandas salariais e condições laborais
As principais reivindicações da categoria englobam desde o reajuste integral da inflação até um aumento real adicional na faixa de cinco pontos percentuais para todos os vencimentos e verbas. Os trabalhadores também pleiteiam melhorias significativas nos vales – alimentação e refeição, além do fortalecimento das regras que regem a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e elevação geral do piso salário.
Leia também
Além dos aspectos financeiros, há uma forte denúncia sobre as metas consideradas abusivas ou inatingíveis impostas dentro das agências bancárias. Fetzner associou diretamente essa pressão diária às condições enfrentadas pelos funcionários no dia a dia da instituição financeira.
Negociações em curso com o setor financeiro
As negociações entre os sindicatos de trabalhadores e representantes como o Comando Nacional dos Bancários estão seguindo um cronograma apertado para definir regras salariais. A diretora local do Sind Bancários, Priscila Aguirres, criticou abertamente tanto atrasos nas tratativas quanto o estágio atual dessa campanha salárioar: “Nós temos uma fase que deveria estar próxima ao encerramento, mas ainda não recebemos proposta alguma”.
O processo negociatório teve mudanças recentes. Inicialmente, a Fenaban propôs reajustes diferentes dependendo da faixa salarial profissionalizada mais também congelamento sobre o piso de ingresso na carreira bancária. Na última rodada realizada em 18/02 (terça – feira), os bancos retiraram esses dois pontos do acordo inicial; contudo, falharam em apresentar qualquer índice concreto para ajustar vencimentos e demais verbas.
Próximos passos das negociações
A próxima etapa formal entre as partes está marcada para segunda – feira (24). Em nota oficial à imprensa localizou a federação que todas as tratativas seguem rigorosamente conforme cronograma estabelecido pela parte empregadora. O diretor Luiz Cassemiro reforçou o sentimento de resistência da categoria ao comentar sobre essa mobilização na quinta. “Isso mostra nossa capacidade enorme de organização; é uma classe resistente, sim”, afirmou ele em suas declarações finais do dia.