Azul vê recuperação mais lenta e mantém crescimento cauteloso sob pressão do combustível

A Azul prevê fechar 2026 com capacidade cerca de 5% menor que em 2025 e pode atrasar a recuperação em um ano ou mais se o combustível continuar caro.

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Imagem de uma aeronave da companhia aérea brasileira Azul durante a cerimônia de assinatura da Lei do Combustível do Futuro, em Brasília.
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A Azul espera que sua recuperação demore mais do que previa e manterá uma estratégia cautelosa de crescimento, afirmou o diretor financeiro, Antonio Carlos Garcia, à Reuters. A alta dos preços do combustível de aviação segue pressionando as margens, mesmo após a companhia sair do processo de recuperação judicial previsto no Chapter 11, em fevereiro.

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A empresa projeta terminar 2026 com capacidade cerca de 5% menor que no ano anterior. Garcia disse que esse plano já estava em vigor antes do impacto mais recente da alta do combustível. Ele falou na noite de segunda-feira, à margem de uma conferência organizada pela Associação de Transporte Aéreo da América Latina e do Caribe.

Azul reduziu capacidade em mais de 10%

“Vemos uma recuperação em um estágio mais tardio do que antes”, disse Garcia. Segundo ele, o cronograma pode atrasar em um ano ou mais caso os preços do combustível permaneçam elevados.

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No segundo trimestre, a Azul cortou a capacidade em mais de 10% na comparação anual, em resposta ao aumento dos custos com combustível. A expectativa é retomar um crescimento modesto a partir do quarto trimestre.

A companhia já restabelece algumas frequências e recoloca em operação aeronaves que estavam paradas. Garcia ponderou, porém, que essas medidas não devem ser interpretadas como uma expansão agressiva.

A Azul conseguiu repassar aos clientes, por meio das tarifas, de 60% a 65% dos aumentos no preço do combustível de aviação, acrescentou o diretor financeiro.

Dívida caiu para R$21,4 bilhões em agosto

A empresa saiu do Chapter 11 em fevereiro, após reestruturar o balanço patrimonial. Em agosto, informou que a dívida total havia recuado para R$21,4 bilhões.

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Garcia afirmou que a Azul está perto de alcançar fluxo de caixa livre positivo do ponto de vista operacional. A geração de caixa, no entanto, continua afetada por pagamentos ligados à reestruturação, feitos tanto antes quanto depois do processo do Chapter 11.

A companhia também vem recorrendo cada vez mais a áreas de negócio além do transporte de passageiros. Entre elas estão o programa de fidelidade, os serviços de viagem, as operações de carga e a manutenção, segundo Garcia.

Azul diz priorizar a própria reestruturação

Questionado sobre rumores de uma consolidação maior na aviação latino-americana, Garcia disse que a Azul está concentrada em “reestruturar” os próprios negócios, em vez de analisar possíveis acordos.

No ano passado, a controladora da concorrente Gol abandonou as negociações para uma fusão entre as duas companhias aéreas, mas deixou aberta a possibilidade de retomar as conversas no futuro.

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