Audiência da UFRGS ouve ex-técnicos sobre a ditadura

A Comissão da Memória e da Verdade da universidade reuniu três servidores aposentados para relatar a repressão.

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Foto: Reprodução
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Audiência Pública da UFRGS Busca Revelar Legados da Ditadura

A Comissão da Memória e da Verdade Enrique Serra Padrós, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), promoveu sua segunda audiência pública na quinta-feira (28), às 18h30. O evento, com o título “Técnicos(as) e a memória da ditadura na UFRGS”, acontecerá na Sala II do Salão de Atos da universidade, localizada na av.

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Paulo Gama, 110, em Porto Alegre.

A audiência reunirá três ex-técnicos aposentados da instituição – Jussara Rosa Cony, Décio Aloísio Schauren e Alcides José de Almeida Neto – para compartilhar suas experiências e relatos. Os depoimentos fazem parte da investigação da comissão, que busca reconstruir a memória das práticas de vigilância, perseguição política, repressão e resistência na UFRGS durante a ditadura civil-militar (1964–1985).

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Detalhes dos Participantes

Jussara Rosa Cony possui experiência nas faculdades de Medicina e de Farmácia da UFRGS. Décio Aloísio Schauren trabalhou nos departamentos de Pessoal e de Relações Internacionais, além do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Alcides José de Almeida Neto exerceu atividades nos institutos de Biociências (IBio) e de Ciências Básicas da Saúde (ICBS).

Contexto da Investigação

A audiência faz parte de uma série de ações da Comissão da Memória e da Verdade Enrique Serra Padrós, criada para aprofundar a investigação sobre os impactos do regime autoritário na UFRGS. O objetivo é reunir documentos, testemunhos e registros históricos que contribuam para preservar a memória institucional e ampliar o debate sobre os efeitos da ditadura nas universidades brasileiras.

A comissão busca ampliar o conhecimento sobre os diferentes grupos afetados pela repressão política.

Além de Estudantes e Docentes

Ao trazer à tona as experiências de servidores técnico-administrativos, a comissão amplia o escopo da investigação, reconhecendo que trabalhadores técnicos também sofreram controle e silenciamento durante o período ditatorial. Estudantes e docentes foram, sem dúvida, impactados, mas a audiência busca iluminar as vivências de um segmento frequentemente negligenciado na narrativa histórica.

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A audiência pública é aberta ao público e se alinha com os esforços da universidade para fortalecer políticas de memória, verdade e justiça, reafirmando o compromisso com a preservação da história e com a defesa da democracia.

Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.

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