Ato contra Lula termina em confronto na UFRN, e grupos divergem sobre quem iniciou as agressões

Uma manifestação contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terminou em confrontos físicos nesta segunda-feira (19), no Campus Central da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte), em Natal. Participantes do ato e grupos opositores trocaram acusações sobre quem iniciou as agressões.
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Organizada por estudantes ligados aos movimentos Direita UFRN e Endireita RN, a mobilização contou com o deputado federal General Girão (PL-RN) e a deputada estadual eleita Camila Araújo (PL-RN). A universidade afirmou que o protesto interrompeu atividades acadêmicas e que adotará medidas para apurar os fatos.
Manifestantes e opositores divergem sobre agressões
Intitulado “Vire à direita: UFRN Anti-Lula”, o ato foi organizado, segundo Paula Castelo Branco, líder do Direita UFRN, como reação a episódios anteriores de intimidação política contra estudantes conservadores. Ela disse que a mobilização não recebeu recursos públicos nem financiamento partidário e que os participantes cederam os equipamentos de som.
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Paula relatou que um estudante teria furado com uma arma branca um boneco inflável conhecido como “Pixuleco”, associado a críticas ao PT. Já General Girão afirmou que manifestantes tiveram carros riscados e pneus furados e que pedras foram arremessadas contra o grupo.
O deputado cobrou providências da segurança do campus.
A deputada federal Natália Bonavides denunciou agressões contra estudantes e militantes. De acordo com ela, participantes do ato, entre eles parlamentares, foram atingidos com socos e chutes. O estudante de jornalismo Henrique Neiva também disse ter sido agredido durante o confronto.
Bonavides informou que acionou a Polícia Federal e a Justiça Eleitoral para investigar possíveis infrações eleitorais e episódios de violência política. A deputada Duda Salabert (PSOL-MG) também levou o caso ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, acusando General Girão de incentivar agressões e intimidação na universidade.
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A senadora eleita Samanda Alves (PT-RN) criticou a presença de parlamentares no campus e classificou a mobilização como uma provocação à comunidade acadêmica. A UFRN informou que houve uso de carros de som em volume elevado e de fogos de artifício perto dos blocos didáticos, o que levou à interrupção de atividades.
Em nota, a reitoria manifestou “veemente repúdio” à violência e afirmou que o ato ocorreu sem autorização institucional. A universidade também relatou danos ao patrimônio público e ameaças à integridade física de estudantes e servidores.
A instituição informou que adotará medidas administrativas e judiciais para apurar os episódios e responsabilizar os envolvidos. A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), e o diretório estadual do Partido dos Trabalhadores manifestaram solidariedade aos estudantes feridos.
Fátima Bezerra defendeu a investigação das agressões e de possíveis irregularidades eleitorais relacionadas ao uso de carros de som no campus. As polícias Militar e Civil foram procuradas, mas ainda não haviam respondido até a publicação.
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Redação Clique Fatos
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