Atividade industrial da China cresce em junho de 2026 impulsionada por demanda por chips e IA

O crescimento da atividade industrial na China reflete a forte demanda por tecnologia, mas desafios persistem devido a conflitos e crises internas.

Linha de produção de aros de aço para bicicletas em uma fábrica em Hangzhou, China

A atividade industrial da China registrou crescimento em junho de 2026, impulsionada pela demanda por chips, computadores e produtos ligados à inteligência artificial. Esse aumento se deu em meio a pedidos de exportação e na antecipação de remessas para os Estados Unidos, que buscam se preparar para novas tarifas.

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Apesar da fragilidade em outros setores da economia, os dados indicam que o investimento global em IA tem atuado como um amortecedor importante para os fabricantes chineses.

Os desafios, no entanto, permanecem. O conflito no Oriente Médio e a crise prolongada no setor imobiliário continuam a impactar o crescimento geral do país.

Crescimento do PMI

O Índice de Gerentes de Compras (PMI) oficial do setor industrial subiu para 50,3 em junho, superando as expectativas que apontavam um resultado de 50,0, conforme dados do Departamento Nacional de Estatísticas. Dan Wang, diretora da consultoria Eurasia Group na China, destacou que “as exportações para atender à demanda internacional por chips e outros produtos relacionados à IA” foram fundamentais para essa melhora.

Além disso, a antecipação de pedidos devido às tarifas da Seção 301 dos EUA e uma melhor demanda interna por insumos mais baratos contribuíram para o resultado positivo.

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Wang também observou um leve aumento no número de projetos de infraestrutura doméstica no último mês, sugerindo uma movimentação positiva na economia local.

Antecipação das tarifas nos EUA

Com o objetivo de garantir estoques para as vendas da Black Friday e do Natal, varejistas dos EUA anteciparam pedidos à China entre quatro a seis semanas antes do previsto. Essa estratégia foi adotada diante dos aumentos esperados nas tarifas ainda este ano, segundo informações de executivos do setor de transporte.

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No cenário das exportações, o subíndice de novos pedidos apresentou expansão em junho, avançando de 48,6 para 50,1. Os indicadores de produção e novos pedidos gerais também mostraram leve crescimento, atingindo 51,4 e 51,2 respectivamente.

Desafios nos preços e emprego

Apesar do crescimento nos índices mencionados, os preços na porta da fábrica caíram significativamente de 51,9 em maio para 48,2 em junho. Essa queda interrompeu uma sequência de cinco meses consecutivos de expansão nesse indicador. O emprego também continua apresentando dificuldades no setor.

Xu Tianchen, economista sênior da Economist Intelligence Unit, afirmou que “a tendência deve continuar”, impulsionada pela demanda global por investimentos em IA. Ele comentou ainda sobre a possibilidade de um afrouxamento fiscal e monetário nos próximos meses devido aos gastos fiscais estarem abaixo das previsões orçamentárias.

O PMI do setor não manufatureiro também teve uma leve melhora, subindo para 50,2 contra 50,1 em maio. O PMI composto ficou em 50,6 comparado a 50,5 no mês anterior.