Ataques de Israel no sul do Líbano matam 13 pessoas, incluindo seis crianças
Ataque israelense em Kfar Rumman não teve aviso prévio de retirada, segundo autoridades libanesas.
Ataques israelenses na cidade de Kfar Rumman, no sul do Líbano, deixaram ao menos 13 mortos nesta segunda – feira (14), segundo o Ministério da Saúde libanês. Entre as vítimas, seis são crianças. O dia foi um dos mais letais dos bombardeios israelenses nas últimas semanas.
O ataque atingiu um prédio residencial enquanto crianças se preparavam para ir à escola, de acordo com parentes. Mustafa Farhat, de oito anos, perdeu a mãe e os avós. O menino está hospitalizado. Equipes de resgate trabalharam durante a manhã para retirar corpos dos escombros, e repórteres da Reuters encontraram livros escolares espalhados entre pedaços de concreto.
Bombardeio sem aviso prévio e novo alvo
O Ministério da Saúde libanês atualizou o balanço em seu site: 12 mortos no prédio residencial, incluindo seis crianças e três mulheres. O ataque ocorreu após a meia – noite, segundo a mídia estatal. Não houve aviso de retirada emitido pelas forças armadas israelenses.
Um ataque separado, com drone israelense, atingiu um veículo civil na cidade e matou um paramédico. Outros dois profissionais de saúde ficaram feridos. As IDF (Forças Armadas de Israel) afirmaram que usaram munições de precisão e vigilância aérea para mitigar danos a civis.
Os militares disseram que analisam relatos de que “indivíduos não envolvidos” foram feridos.
Os militares israelenses justificaram os bombardeios afirmando que viram pessoas transferindo armas na região de Kfar Rumman. O Hezbollah, por sua vez, lançou dois drones explosivos durante a noite contra tropas israelenses na cordilheira de Ali al – Taher, no sudeste do Líbano, onde Israel afirma ter expulsado combatentes do grupo.
O Hezbollah não se pronunciou, e a Reuters não conseguiu confirmar a situação militar no local.
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Escalada de violência e cessar – fogo frágil
Autoridades de segurança libanesas disseram à Reuters que preveem uma escalada contínua da violência no sul nas próximas semanas. No domingo (13), pelo menos 11 pessoas morreram em ataques a três cidades próximas à cordilheira. Duas mulheres foram mortas em Arab Salim, onde Israel havia emitido alerta de evacuação online às 6h 04, horário local.
Ainda no domingo, ataques israelenses destruíram o hospital de Ghandour, em Nabatieh al – Fawqa, sem aviso prévio de retirada. Na sexta – feira (11), outras quatro pessoas morreram, incluindo uma mulher. O cessar – fogo de junho reduziu drasticamente a violência, mas tropas israelenses continuam a arrasar aldeias na autoproclamada zona de segurança e a realizar ataques ao norte dela, na maioria das vezes sem avisos para a saída de civis.
Desde que o Hezbollah lançou foguetes contra Israel em 2 de março, dois dias após o início dos confrontos, os ataques israelenses ao Líbano mataram mais de 4.300 pessoas, segundo o Ministério da Saúde libanês. Entre os mortos, estão mais de 250 crianças, quase 400 mulheres e mais de 130 profissionais de saúde.
O ministério não faz distinção entre civis e militantes, e o Hezbollah não divulga o número de mortos entre seus combatentes.