Ataque israelense no Líbano deixa soldados mortos, incluindo oficial de alta patente

Soldados do Líbano, incluindo um oficial, são mortos em ataque israelense. A situação no sul do país se agrava após recente cessar-fogo. Clique e saiba mais!

06/06/2026 06:01

3 min

Ataque israelense no Líbano deixa soldados mortos, incluindo oficial de alta patente
(Imagem de reprodução da internet).

Soldados libaneses mortos em ataque israelense

Vários soldados do Líbano, incluindo um oficial, perderam a vida em um ataque israelense direcionado a um veículo militar no sul do país, conforme informou o exército libanês neste sábado (6). A comunicação sobre o ataque foi divulgada através de uma postagem no X, onde o exército afirmou que “vários militares, incluindo um oficial, foram mortos em um ataque aéreo agressivo israelense que visou um veículo militar”.

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De acordo com a NNA (Agência Nacional de Notícias do Líbano), a vítima era um brigadeiro-general. A área ao redor de Nabatiyeh tem sido alvo de ataques nos últimos dias, mesmo após um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos e acordado entre os governos na quarta-feira (3).

Na sexta-feira (5), a CNN, com base em dados da NNA, registrou pelo menos um ataque na região sul do Líbano.

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O grupo Hezbollah, que conta com o apoio do Irã, tem realizado ataques contra tropas israelenses dentro do Líbano e comunidades no norte de Israel, enquanto as forças israelenses permanecerem no território libanês. No sábado, as forças armadas israelenses emitiram uma nova ordem de evacuação para moradores de diversas vilas e cidades no sul do Líbano, alegando “violação do acordo de cessar-fogo pelo partido terrorista Hezbollah”.

Contexto da guerra no Irã

No dia 28 de fevereiro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um ataque “de grande escala” ao Irã, com o objetivo de “defender o povo americano, eliminando as ameaças iminentes do regime iraniano”. Segundo Trump, essas ameaças incluíam o programa nuclear de Teerã, um ponto de tensão que tem dificultado as negociações para encerrar os combates.

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Os ataques conjuntos dos EUA e de Israel ao Irã resultaram na morte do então líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, causando milhares de mortes e danos a diversos patrimônios culturais, conforme relatado por veículos de imprensa e autoridades iranianas.

Em resposta, o Irã lançou uma série de ataques retaliatórios em toda a região e fechou o Estreito de Ormuz, uma importante via de transporte de petróleo.

Semanas antes do início da guerra, o governo Trump havia realizado um grande acúmulo militar no Oriente Médio, gerando preocupações sobre uma possível escalada da violência. Ao mesmo tempo, houve tentativas de diálogo com o Irã sobre um novo acordo nuclear, mas essas negociações não impediram a ação militar, com Trump acusando o Irã de rejeitar oportunidades de renunciar a suas ambições nucleares.

O conflito se intensificou após protestos em massa contra o regime no Irã, impulsionados por descontentamento econômico. O Hezbollah, em retaliação à morte de Khamenei, atacou o território israelense, levando Israel a realizar ofensivas aéreas contra alvos do Hezbollah no Líbano.

Desde então, mais de 3.500 pessoas morreram no Líbano, segundo o Ministério da Saúde do país.

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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