Ataque dos EUA e Israel ao Irã: estratégia para desviar atenção de crises internas?

O ataque dos EUA e Israel ao Irã é uma manobra política para desviar a atenção de crises internas. Entenda a análise de Juliano Cortinhas sobre essa estratégia.

29/05/2026 01:06

2 min

Ataque dos EUA e Israel ao Irã: estratégia para desviar atenção de crises internas?
(Imagem de reprodução da internet).

Análise do Ataque Conjunto dos EUA e Israel ao Irã

O ataque conjunto realizado pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã é visto pelo professor de Relações Internacionais da UnB, Juliano Cortinhas, como uma estratégia política para desviar a atenção da opinião pública dos desafios internos enfrentados por ambos os países.

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Segundo Cortinhas, o contexto do ataque não deve ser analisado de forma isolada. Ele afirma: “Não dá para a gente olhar para a questão da relação Estados Unidos-Irã e colocar Israel nesse meio do caminho como uma questão isolada”. O especialista ressalta que esse episódio faz parte de um cenário mais amplo que abrange todo o Oriente Médio.

Pressões Internas e Crises Regionais

O professor destacou que tanto Netanyahu quanto os Estados Unidos enfrentam intensa pressão interna. No caso de Israel, além da instabilidade do governo, a crise na Palestina — que Cortinhas descreve como “o genocídio contra os palestinos” — gera críticas tanto dentro do país quanto na comunidade internacional. “Com o Irã, Netanyahu consegue desviar a atenção do ambiente internacional para o Irã”, analisou.

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Para Cortinhas, as atuais tentativas de renegociação não devem resultar em uma solução definitiva. Ele lembrou que o Irã já havia sido atacado no ano anterior, quando foi declarado o aniquilamento do programa nuclear iraniano. “Se isso fosse verdade, eles não teriam atacado novamente esse ano”, ponderou.

Expectativas Futuras e Tensão na Região

Na visão do especialista, o que se busca agora é apenas um adiamento do problema, possivelmente até após as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, previstas para novembro. Cortinhas também mencionou o fechamento do diálogo como um dos fatores que intensificaram a crise e geraram alta tensão na região.

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Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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