Astrônomos descobrem buraco negro em GLIMPSE-17775; o que isso revela sobre o universo?
A descoberta do buraco negro em GLIMPSE-17775 pode mudar a forma como entendemos o universo. Quais segredos esse pequeno ponto vermelho ainda guarda?
Descoberta de Buraco Negro em GLIMPSE-17775
Uma equipe de astrônomos, liderada por Vasily Kokorev, da Universidade do Texas em Austin, encontrou diversas evidências de que o GLIMPSE-17775 — um pequeno ponto vermelho no universo — é, na verdade, um buraco negro cercado por um casulo de gás.
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A pesquisa, divulgada pela Nasa na última quarta-feira (10), analisou o espectro mais profundo já obtido de um desses pontos vermelhos no espaço. Essa descoberta foi realizada com o Telescópio Espacial James Webb, que já havia identificado esse tipo de objeto em 2022.
O novo mapeamento do GLIMPSE-17775 está contribuindo para uma compreensão mais aprofundada desse tipo de estrela. “Acredito que parte da comunidade científica está convergindo para uma visão singular: a de que esses objetos podem ser explicados por modelos de estrelas com buracos negros.
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No entanto, nenhum dos pequenos pontos vermelhos anteriores reunia todas as evidências em um único local”, afirmou Kokorev, principal autor do estudo. “Com GLIMPSE-17775, podemos testar esses modelos devido à profundidade e à incrível extensão do espectro dessa fonte”, completou o cientista.
Novas Descobertas sobre Estrelas com Buracos Negros
Desde o início das operações científicas do Webb, o telescópio revelou um novo e enigmático tipo de objeto no universo: pequenos pontos vermelhos que surgiram cerca de 600 milhões de anos após o Big Bang. Desde então, os cientistas têm explorado várias explicações para esses objetos, incluindo a possibilidade de que sejam buracos negros estelares.
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A descoberta do espectro complexo do GLIMPSE-17775, que está mais distante do que o aglomerado de galáxias e é ampliado por lentes gravitacionais, foi possibilitada por uma série de circunstâncias. O novo estudo identificou mais de 40 linhas espectrais dessa pequena fonte vermelha, representando o espectro mais detalhado já obtido de um ponto vermelho.
“Quando vimos o espectro pela primeira vez, foi como ter todas as peças de um quebra-cabeça espalhadas pelo chão”, comentou Kokorev. “Pegamos cada peça, medimos as linhas e começamos a montar o mosaico. Algumas peças não pareciam fazer sentido a princípio, mas, ao juntá-las, percebemos que havia algo significativo ali.”
Perspectivas Futuras
Os dados espectroscópicos coletados pelo Webb oferecem múltiplas evidências que sustentam a interpretação de que o GLIMPSE-17775 é um buraco negro. “Olhando para o futuro, estou ansioso para me aprofundar e entender o que alimenta os motores centrais desses pequenos pontos vermelhos.
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Embora acreditemos que seja um buraco negro, outras teorias interessantes estão sendo propostas, o que é empolgante. Talvez em um ou dois anos, tenhamos uma resposta definitiva sobre o que alimenta essas fontes”, concluiu o autor da pesquisa.