Argentina garante US$ 4,3 bilhões para pagamento de dívida soberana em 9 de julho

A Argentina garante US$ 4,3 bilhões para quitar a dívida e diz que não precisará de novas emissões no mercado internacional até o fim do mandato de Milei.

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Notas de 100 pesos argentinos | Foto: Reuters

O governo da Argentina anunciou na quarta-feira (8) que garantiu US$ 4,3 bilhões para o pagamento semestral de sua dívida soberana, incluindo principal e juros de títulos em moeda estrangeira. A informação foi divulgada pela Bloomberg, que destacou que a administração de Javier Milei planeja liquidar suas obrigações antes do vencimento dos títulos, programado para quinta-feira (9).

A Bloomberg também informou que o governo argentino conseguiu captar recursos adicionais, eliminando a necessidade de emitir novas dívidas no mercado internacional até o final do mandato de Milei, que se encerra em 2027.

Estratégia do governo argentino

Na segunda-feira (6), o ministro da Economia da Argentina, Luis Caputo, apresentou um plano financeiro que exclui emissões internacionais de dívida em 2026. O objetivo é buscar apoio por meio de títulos em dólar emitidos no mercado doméstico e empréstimos com garantias de organismos multilaterais.

Caputo afirmou durante uma coletiva que “ir ao mercado é apenas mais uma opção, não um objetivo”, enfatizando que a prioridade do governo é refinanciar a dívida com o menor custo possível. Ele e seus assessores detalharam várias fontes de financiamento para cobrir as obrigações deste ano e os aproximadamente US$ 25 bilhões em pagamentos programados para o próximo ano.

O ministro mencionou ainda planos para captar mais US$ 2 bilhões por meio da emissão de títulos semelhantes aos bonares até o final do ano, além de recorrer a empréstimos com juros variando entre 6% e 7%. Desde março, o Tesouro argentino arrecadou cerca de US$ 4 bilhões com a venda desses títulos locais.

Empréstimos e pagamentos

Nesta quarta-feira, parte da estratégia foi formalizada com a confirmação de até US$ 3,2 bilhões em empréstimos provenientes do BBVA, Santander e Deutsche Bank, todos respaldados por garantias do Banco Mundial e do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).

Este será o segundo grande pagamento de dívida realizado pela Argentina este ano, após ter quitado uma quantia similar no início de 2026.

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Enquanto evita novas emissões nos mercados internacionais, o governo de Milei tem como meta elevar a classificação da Argentina ao grau de investimento até o fim de um possível segundo mandato em 2031. Durante a coletiva na segunda-feira, Caputo mencionou que duas das três principais agências de classificação acreditam na viabilidade desse objetivo.

Recentemente, a Argentina recebeu uma melhora em sua classificação soberana para “B-” pelas agências Fitch Ratings e S&P Global Ratings, subindo da categoria “CCC”. O ministro expressou confiança na capacidade do país em superar possíveis volatilidades no mercado durante o ano eleitoral de 2027.

Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido.

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