Araghchi diz que ataques mostram que os EUA “não são uma superpotência”

Chanceler iraniano promete defender o território “até o último suspiro”; ONU classifica bombardeios à infraestrutura civil como inaceitáveis.

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O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, durante a Cúpula do Brics, no Brasil | Foto: Reprodução
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O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou neste sábado (18) que as forças iranianas estão mostrando ao mundo que os Estados Unidos “não são uma superpotência”. Em publicação feita pela rede social X, ele reiterou a tese do país sobre sua resistência diante das ofensivas estadunidenses.

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A manifestação veio depois de sete dias seguidos de ataques dos EUA contra a infraestrutura da costa iraniana, que também mataram civis.

Defesa do território

Araghchi afirmou que o país defenderá cada pedaço do território até “o nosso último suspiro”. Ele afirmou: “Eles eram totalmente inocentes [os atingidos], e jamais permitiremos que o sangue deles tenha sido derramado em vão”.

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A declaração faz referência a uma ofensiva ocorrida nesta sexta-feira (17), cujos alvos incluíram instalações estratégicas próximas ao Estreito de Ormuz. Entre os pontos visados estavam sistemas elétricos, radares bem como pontes e ferrovias.

Análise dos ataques no Golfo Pérsico

O cenário militar é complexo; especialistas iranianos ouvidos pela CNN apontam para um novo foco das forças estadunidenses com esses recentes bombardeios na região do Oriente Médio. Para o analista Hamidreza Azizi, as ações americanas buscam fragilizar a capacidade iraniana além de aumentar o controle sobre passagem vital que é o Estreito de Ormuz.

Há também quem veja as operações como preparação para possíveis incursões terrestres.

Reações internacionais à escalada

Em paralelo aos ataques americanos no Golfo Pérsico, houve movimentação militar por parte da Guarda Revolucionária do Irã. Segundo relatos iranianos, foram atingidos alvos dos EUA em países vizinhos, incluindo bases militares e centros de inteligência no Bahrein e no Kuwait.

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O Irã informou ainda que dois petroleiros foram atingidos por minas perto do Estreito de Ormuz, informação negada pela Casa Branca.

Preocupação global com bombardeios

A escalada da violência gerou preocupações internacionais. O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, manifestou grande apreensão diante dos novos ataques na guerra no Oriente Médio.

Em entrevista coletiva em Nova York, o porta-voz adjunto da ONU, Farhan Haq, disse que o secretário-geral classificou os bombardeios contra a infraestrutura civil como “inaceitáveis”.

Guterres defendeu uma solução exclusivamente diplomática para alcançar uma paz duradoura na região.

Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido.

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