Arábia Saudita endurece tom e promete resposta ‘igualmente séria’ a houthis

Ministro da Energia saudita afirma que ataques houthis, que mataram mais de 15 pessoas, exigem resposta à altura durante congresso em Riad.

Imagens de câmera de segurança mostram ataque ao Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade, na Arábia Saudita, no sábado (10).

O ministro da Energia da Arábia Saudita, príncipe Abdulaziz bin Salman, disse nesta segunda-feira (12) que o país precisa reagir com a mesma seriedade aos ataques recentes dos houthis. As ofensivas do grupo do Iêmen deixaram mais de 15 mortos no reino nas últimas duas semanas.

“Os acontecimentos das últimas semanas são sérios. Nossa resposta deve ser igualmente séria”, afirmou o ministro durante a abertura do 25º Congresso Mundial de Energia (WPC), em Riad. Apesar da escalada de violência, as autoridades mantiveram a realização do evento, que começou no domingo (11).

Ministro defende segurança energética como prioridade

Abdulaziz bin Salman garantiu que a Arábia Saudita manterá os investimentos e os planos de desenvolvimento do setor energético. “Não pode haver um futuro energético para todos sem segurança energética para todos. A segurança energética e a transição energética precisam avançar juntas”, declarou.

Segundo o ministro, a segurança do abastecimento é essencial para manter os preços acessíveis, sustentar o apoio público, viabilizar investimentos e proteger o setor em momentos de crise. Ele afirmou que os ataques recentes colocaram à prova a infraestrutura, as instituições e a população do país.

O príncipe lembrou que, por décadas, o reino investiu em infraestrutura, capacidade de reserva, armazenamento, rotas alternativas de exportação e tecnologia. “Esses investimentos foram feitos sem que fosse possível prever a natureza exata das futuras interrupções”, completou.

Presidentes de petroleiras ficam fora do congresso em Riad

Executivos das maiores petroleiras do mundo eram esperados no congresso, mas seus nomes sumiram da programação divulgada na manhã desta segunda-feira (12). Os presidentes-executivos da Exxon Mobil, Total Energies, Shell, Chevron e BP estavam na lista original, mas foram retirados da agenda sem explicação oficial.

Os organizadores não informaram os motivos da ausência dos executivos. O evento segue com a participação de outras autoridades e representantes do setor, em meio à tensão causada pelos ataques dos houthis contra a capital saudita.

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