Mesmo sem prever resultados, Arábia Saudita diz buscar acordo que encerre a crise com o Irã

Em fórum de segurança no Bahrein, o Egito alertou que uma segunda rodada de confrontos seria mais destrutiva.

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Parte da frota americana em patrulha no Oriente Médio | Foto: Divulgação do Centcom no X/@CENTCOM
Parte da frota americana em patrulha no Oriente Médio | Foto: Di...
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O vice-ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Waleed ElKhereiji, afirmou no sábado (31) que a região quer a volta da paz. Ele falou em um fórum de segurança no Bahrein, onde disse que há esforços em andamento para evitar uma escalada militar e fechar um acordo que encerre a crise com o Irã.

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Na fala, ElKhereiji reconheceu que ninguém consegue prever o resultado dessas iniciativas, em um momento de crescente preocupação com o risco de uma guerra total. “Se você olhar para os esforços que todos estão tentando fazer, a mensagem é clara. As pessoas nesta parte do mundo querem trazer a paz de volta à região”, disse.

Egito vê risco de um conflito ainda mais destrutivo

No mesmo evento, o ministro das Relações Exteriores do Egito, Badr Abdelatty, avaliou que um agravamento da guerra seria extremamente destrutivo. Para ele, o país está confiante de que uma segunda rodada de confrontos seria mais perigosa e mais destrutiva, sem levar a nenhum ganho. “Estamos confiantes de que a segunda rodada será mais perigosa, mais destrutiva e não levará a lugar nenhum”, declarou.

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Síria e Jordânia tentam conter tensão na fronteira

Também no Bahrein, o ministro das Relações Exteriores da Síria, Assad al-Shibani, disse que a segurança na fronteira é uma responsabilidade compartilhada entre Damasco e Amã. Ele anunciou que uma reunião de alto nível está prevista para o próximo mês, com o objetivo de discutir acordos operacionais.

Al-Shibani também negou que haja “escaramuças” entre os dois países, apesar dos ataques jordanianos em território sírio que elevaram as tensões bilaterais. Segundo a Jordânia, as investidas da semana passada mataram 20 militantes do grupo extremista Estado Islâmico, mas o governo reconheceu que civis também foram atingidos.

Autoridades sírias relataram sete mortos, em sua maioria mulheres e crianças.

Síria discute entrar no Pacto de Meca

Al-Shibani informou ainda que a Síria mantém discussões para avaliar sua adesão ao Pacto de Meca, aliança de defesa liderada pela Arábia Saudita e que inclui Turquia e Paquistão. Segundo ele, o país precisa de uma estrutura que proteja a segurança regional, esteja ou não entre os membros do bloco. “Quer a Síria faça parte ou não, o país entende que a região necessita de uma estrutura que proteja sua segurança”, afirmou.

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