APAS reporta queda de até 14,99% nos preços de alimentos típicos para festas juninas em 2026

A queda nos preços de alimentos típicos para festas juninas deve estimular as celebrações em 2026, com expectativa de R$ 2,4 bilhões em receitas

Cesta junina fica mais barata em 2026

Um estudo realizado pela APAS (Associação Paulista de Supermercados) revelou que os preços dos itens tradicionais para festas juninas apresentaram uma queda significativa em 2026. O levantamento, que se baseou no IPS (Índice de Preços dos Supermercados), mostrou que diversos alimentos típicos ficaram mais acessíveis, o que promete impactar positivamente as festividades deste ano.

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Queda nos Preços dos Alimentos Típicos

Entre os produtos analisados, as frutas características dessa época tiveram a maior redução de preço, com uma diminuição de 14,99%. O açúcar se destacou como o produto isolado com a maior queda, apresentando uma retração de 13,88% nos últimos doze meses.

Outros itens importantes também registraram diminuições significativas: a farinha de trigo, essencial para a confecção de doces e salgados típicos, caiu 7,88%, enquanto o alho teve uma redução de 5,16%. O milho em conserva e a salsicha, frequentemente utilizados em pratos como cachorro-quente, também apresentaram quedas nos preços de 5,07% e 4,89%, respectivamente.

O ranking das maiores reduções continua com o creme de leite (-3,77%), mandioca (-3,04%), ovos (-2,58%), paçoca (-2,52%) e tempero natural (-1,24%). Itens como leite em pó e milho também chegaram a ter pequenas quedas de preço na ordem de -0,91% e -0,20%.

De acordo com Felipe Queiroz, economista-chefe da APAS, “a cesta junina deste ano apresenta um cenário heterogêneo”, apontando que a variedade de produtos com preços reduzidos pode incentivar os consumidores a buscarem tradições juninas sem comprometer tanto o orçamento.

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Expectativa Econômica para as Festividades Juninas

A movimentação econômica das festas juninas em todo o Brasil deve ser expressiva neste ano. Segundo dados do Ministério do Turismo, as festividades podem gerar aproximadamente R$ 2,4 bilhões em receitas. Esse valor reflete o apreço da população brasileira por essas celebrações.

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva indicou um aumento de 4% no interesse por festas juninas desde 2025.

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A região Nordeste se destaca como a mais engajada nas comemorações do São João. Estima-se que cerca de 51% dos entrevistados pretendem participar de festas públicas e gratuitas nesta região. No Sudeste esse índice é de 44%, enquanto no Norte chega a 43%.

No Sul do país, muitos preferem celebrar em casa com amigos ou familiares (43%), enquanto no Centro-Oeste as quermesses e eventos em igrejas são as principais atrações (42%).

Campina Grande, na Paraíba, espera receber aproximadamente 3,5 milhões de visitantes durante o “Maior São João do Mundo”, prevendo um impacto econômico de R$ 800 milhões. Em Caruaru (PE), o evento homônimo deve atrair cerca de 4 milhões de pessoas e gerar um montante semelhante na economia local.

Em Petrolina (PE), o festival “Aqui é Paixão” deve movimentar R$ 325 milhões.

No Ceará, Maracanaú está projetando reunir cerca de 2,7 milhões de pessoas e arrecadar R$ 100 milhões. Outras festividades notáveis incluem “Mossoró Cidade Junina”, no Rio Grande do Norte, que espera receber 1,2 milhão de visitantes e injetar R$ 360 milhões na economia local.

A tradição continua com eventos como o “Forró Caju” em Sergipe e o “Massayó” em Maceió (AL), que também devem atrair grandes públicos.

Com essa combinação de preços mais baixos e aumento no interesse pelas festividades juninas, espera-se que 2026 seja um ano promissor para as celebrações em todo o Brasil.