António Guterres destaca urgência de adaptação às mudanças climáticas em discurso na ONU em Londres

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU),António Guterres, enfatizou nesta quarta-feira (24) a urgência de tratar a adaptação às mudanças climáticas como uma prioridade fundamental para os governos. Durante a Semana de Ação Climática em Londres, ele destacou que é essencial que o sistema financeiro reconheça e valorize essa questão à medida que os riscos climáticos aumentam e o déficit de financiamento se amplia.
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Apelo à Mobilização de Recursos
Guterres alertou que desastres naturais, como secas e inundações, têm afetado comunidades globalmente, ressaltando que a adaptação às mudanças climáticas tem sido historicamente subestimada e carece de recursos adequados. “Ministros das Finanças, bancos centrais, ministérios de planejamento e autoridades de investimento público precisam encarar o risco climático como um componente central da política econômica para mobilizar mais recursos nacionais”, afirmou durante seu discurso.
Ele pediu aos governos que integrem o risco climático em diversas áreas, incluindo políticas fiscais e regulamentações.
Para abordar essa lacuna de financiamento, o secretário-geral propôs uma combinação abrangente de estratégias. Ele sugeriu a implementação de tributos sobre indústrias poluidoras, além de estruturas de financiamento misto e garantias que possam estimular investimentos privados.
Guterres também defendeu a imposição de impostos sobre os lucros excessivos das empresas do setor de combustíveis fósseis, com o intuito de direcionar esses recursos para iniciativas de adaptação e para compensar perdas e danos decorrentes das mudanças climáticas.
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Reformas Necessárias nos Bancos Mundiais
No contexto das reformas dos bancos mundiais de desenvolvimento, Guterres argumentou que seus acionistas devem conferir às instituições financeiras um “poder de ação” significativamente maior. Isso inclui aumentar o capital disponível para expandir os empréstimos voltados a projetos que visem fortalecer a resiliência das comunidades frente às adversidades climáticas.
A questão do financiamento é ainda mais crítica nos países em desenvolvimento, que enfrentam os impactos climáticos com menor capacidade de resposta. Guterres mencionou dados do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), indicando que essas nações precisarão entre US310 bilhões e US 365 bilhões anualmente até 2035.
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No entanto, em 2023, esses países receberam apenas cerca de US 26 bilhões, evidenciando uma discrepância alarmante entre necessidade e realidade financeira.
Com as mudanças climáticas se tornando uma realidade cada vez mais presente no cotidiano global, a mensagem de Guterres reforça a necessidade urgente de ações concretas e um compromisso renovado por parte dos líderes financeiros e políticos. A adaptação não pode ser vista apenas como uma opção; deve ser tratada como uma prioridade inadiável para garantir um futuro sustentável.
Autor(a):
Ana Carolina Braga
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.



