Antonelli vence o GP dos EUA e pode ser campeão da F1 já no México, com quatro etapas de sobra

Aos 20 anos, o italiano da Mercedes precisa de apenas dois pontos na Cidade do México para ser o campeão mais jovem da história da categoria.

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Antonelli fica perto de título histórico após vitória nos EUA.

Kimi Antonelli venceu o Grande Prêmio dos Estados Unidos de Fórmula 1 de forma dominante no domingo e ficou perto de se tornar o campeão mais jovem da história da categoria. O italiano, de 20 anos, pode garantir o título com quatro etapas de antecedência, já no próximo fim de semana, no México.

No Texas, porém, a disputa não terminou. Lewis Hamilton, da Ferrari, chegou em quarto, e George Russell, companheiro de Antonelli na Mercedes, ficou em oitavo, o que adiou a definição. Agora, na Cidade do México, Antonelli precisa somar apenas dois pontos, o que equivale ao nono lugar, mesmo que Russell vença a corrida.

Antonelli celebra a primeira vitória desde a Espanha

A vitória foi a primeira de Antonelli desde o GP da Espanha, no mês passado, e a nona dele na temporada. Ele partiu da pole position e usou uma estratégia com apenas uma parada nos boxes.

Depois da corrida, o italiano deu crédito à equipe. “Era o resultado de que precisávamos, e toda a equipe merece muito isso. Sei que estamos muito perto. Vamos tentar terminar em alta e, com sorte, conquistar o título muito em breve”, afirmou Antonelli.

Toto Wolff, chefe da Mercedes, também elogiou a atuação. “O principal destaque é que, para mim, esta foi a melhor corrida que ele já fez até agora”, afirmou. “A corrida de um campeão que ainda não é campeão, mas foi excepcional.”

Com a bandeirada, Antonelli abriu 123 pontos sobre Russell e 124 sobre Hamilton. Restam, no máximo, 125 pontos em disputa, e esse total cairá para 100 depois da etapa do México.

Antonelli abre vantagem na largada e Russell perde ritmo

Antonelli largou bem e chegou ao fim da primeira volta com 2s3 de vantagem. Enquanto isso, os pilotos da Ferrari atacaram Verstappen, que tinha saído devagar, pela segunda posição.

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Leclerc chegou a passar o holandês, mas foi ultrapassado de novo pelo piloto da Red Bull. Na subida após a largada, o monegasco também quase bateu em Hamilton. Na segunda volta, o safety car virtual entrou rapidamente para que os fiscais retirassem detritos da pista.

Russell saiu em sexto e precisou cumprir uma punição de cinco segundos durante sua única parada. Os comissários entenderam que ele levou vantagem sobre Piastri na primeira volta, na curva 13. Depois de cumprir a penalidade, não encontrou brecha para passar o piloto da McLaren e terminou em oitavo.

Leclerc e Verstappen fecham o pódio; Norris cai para quinto

Charles Leclerc, da Ferrari, ficou em segundo no Circuito das Américas, em Austin, a 13s078 de Antonelli. Max Verstappen, da Red Bull, completou o pódio com a ajuda de um safety car virtual na reta final, que desacelerou Hamilton, quarto colocado, a cerca de um segundo do holandês.

Lando Norris, atual campeão da Fórmula 1, terminou em quinto pela McLaren, também com uma parada. Ele perdeu posições para Verstappen e Leclerc na 47ª das 56 voltas, enquanto tinha dificuldades com os pneus. Isack Hadjar, da Red Bull, veio em sexto, à frente de Oscar Piastri, da McLaren.

Liam Lawson foi nono pela Racing Bulls, e Pierre Gasly marcou o último ponto da corrida para a Alpine. Ollie Bearman, da Haas, recebeu punição de dez segundos por provocar uma colisão com Gasly e abandonou a prova quando ela já tinha chegado à metade.

Russell critica ritmo e chama punição de ridícula

Russell resumiu a corrida em poucas palavras. “Seis voltas boas e 50 voltas ruins”, disse ao avaliar o próprio desempenho. Ele afirmou que quer entender por que o ritmo foi tão fraco no primeiro trecho.

O britânico também criticou a punição. “A penalidade foi um pouco ridícula, mas essa é a menor das minhas preocupações depois de um fim de semana tão ruim”, declarou o piloto da Mercedes.

Ao minimizar o resultado individual, Russell disse que a prioridade é manter a liderança da Mercedes no Mundial de Construtores. “Para mim, desde que estejamos na liderança do Mundial de Construtores, isso é o principal. Obviamente, gostaria de terminar como o melhor do restante do grid, mas segundo, terceiro e quinto lugares não são um campeonato. Então, isso não significa nada”, afirmou.

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