Ana Madeira alerta sobre preocupações fiscais e volatilidade no Brasil em 2026

Avisos sobre o cenário fiscal brasileiro
A economista-chefe para o Brasil do Morgan Stanley, Ana Madeira, afirmou nesta terça-feira (9) que a situação fiscal do país continua a ser um fator de preocupação para investidores estrangeiros. Durante um seminário do Lide em São Paulo, ela destacou que a análise das medidas fiscais implementadas e seus efeitos diretos e indiretos nas contas públicas revela uma soma significativa de impactos.
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Madeira observou que essa situação começa a influenciar a percepção dos investidores. Ela mencionou que, desde o início do ano, o Brasil passou por um rebalanceamento de riscos, com uma redução na percepção de risco por parte dos investidores estrangeiros.
No começo de 2026, o Brasil estava em uma posição relativamente favorável, com um alto retorno, valorização do real e baixa volatilidade, devido à ausência de grandes novidades na área fiscal.
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Impactos do choque do petróleo
Segundo a economista, o Brasil foi um dos países menos afetados pelo recente choque do petróleo, beneficiando-se por ser um exportador líquido do produto. O aumento no preço do barril contribui positivamente para as contas fiscais, e o país tem conseguido retardar os efeitos inflacionários desse choque por meio de medidas de mitigação.
No entanto, com a aproximação do ciclo eleitoral, a volatilidade tende a aumentar no segundo semestre do ano. Madeira ressaltou que essa questão já começa a se tornar um tema relevante para os investidores, indicando uma mudança nas preocupações do mercado em relação à situação fiscal.
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Autor(a):
Ricardo Tavares
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.



