Amanda de 38 anos que se passou por adolescente de 12 enfrenta audiência em SC na quarta-feira

Amanda enfrenta audiência em SC após ser descoberta como impostora, com a defesa buscando provar sua inocência e contestar as acusações de estelionato.

Mulher fingiu ser uma adolescente de 12 anos por 14 meses a uma família adotiva

Amanda Maria Souza de Oliveira, de 38 anos, que se passou por uma adolescente de 12 anos, enfrenta audiência de instrução e julgamento na próxima quarta – feira (19), no Fórum da Comarca de Joinville, em Santa Catarina. Ela é acusada de estelionato e falsa identidade.

A informação foi confirmada pelos advogados Lúcio Sousa e Sarita de Paiva, que representam a ré. Durante a audiência, o foco será ouvir testemunhas tanto da defesa quanto da acusação.

Os defensores informaram que dois profissionais de saúde foram convocados para prestar suporte técnico ao processo. A defesa planeja “demonstrar, com base no conjunto probatório dos autos, a inocência de Amanda, evidenciando as fragilidades da acusação e os elementos que sustentam sua versão dos fatos”.

A audiência está marcada para começar às 18h e ocorrerá presencialmente.

Entenda o caso

Amanda viveu como filha adotiva em uma família em Joinville por aproximadamente um ano e dois meses. Para evitar ser descoberta, ela utilizou o nome falso de Gabriele Ferreira dos Santos. Contudo, comportamentos estranhos começaram a levantar suspeitas na família adotiva.

Após uma pesquisa na internet feita pela tia e pelo pai adotivos, eles descobriram registros relacionados a casos semelhantes em pelo menos cinco estados e decidiram denunciar Amanda às autoridades.

A mulher foi descoberta no dia 2 de julho e presa. Durante o interrogatório policial, segundo informações da investigação, ela confessou os crimes cometidos. As apurações indicaram que Amanda tinha passagens por estados como Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás.

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Amanda chegou à família adotiva através de um pastor de uma igreja que a acolheu após ela relatar ter sofrido maus – tratos por parte do pai biológico. Ao longo do tempo com a nova família, apresentou comportamentos infantilizados: usava mamadeiras e chupetas e tinha um quarto decorado com objetos típicos da infância.

O delegado Rodrigo Bueno Gusso destacou que ela fingia ter crises de pânico e insegurança para dormir sozinha.

Defesa e acusações

Para sustentar seu disfarce, Amanda alegou ser portadora de autismo e outras condições clínicas que justificariam sua aparência mais velha. Ela ainda afirmava ter sido submetida à prostituição durante a infância e que tomou hormônios por conta disso.

Essas alegações convenceram sua família adotiva a acreditar em sua história.

No dia 9 de junho, Amanda tornou – se ré após o Ministério Público apresentar denúncia contra ela pelos crimes de estelionato e falsa identidade. Durante o andamento do processo judicial, foi determinada a realização de uma avaliação para verificar sua capacidade penal, conforme solicitado pela defesa.