Alex Saab, aliado de Maduro, é acusado de lavagem de dinheiro nos EUA

Deportado pelo governo de Delcy Rodríguez, ele compareceu a um tribunal federal em Miami.

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Foto: Reprodução
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Acusações de lavagem de dinheiro contra Alex Saab nos EUA

Promotores norte-americanos acusaram Alex Saab, conhecido como o “homem da mala” do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, de lavagem de dinheiro. As acusações estão relacionadas à sua suposta exploração de um programa de assistência social na Venezuela, conforme documentos judiciais divulgados na segunda-feira (18).

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Saab, aliado próximo de Maduro, foi deportado no último fim de semana pela presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, que justificou a medida por “interesses nacionais”.

A deportação de Saab indica um novo nível de coordenação entre a administração Trump e Rodríguez, ex-vice-presidente de Maduro. O ex-ministro da Indústria da Venezuela é acusado de conspirar para subornar autoridades venezuelanas e movimentar dinheiro por contas bancárias nos EUA para enriquecer, segundo os promotores.

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Ele fez sua primeira aparição em tribunal na tarde de segunda-feira em um tribunal federal de Miami.

Esquema de desvio de recursos

As acusações surgem no momento em que o governo Trump se prepara para processar Maduro, capturado pelos Estados Unidos no início deste ano. Saab pode fornecer informações valiosas às autoridades americanas para fortalecer o caso criminal contra Maduro, conforme reportado anteriormente pela Reuters.

Nos documentos judiciais, os promotores detalham um esquema complexo que teve início em 2015, onde Saab e outros usaram empresas fictícias, registros de transporte e faturas para desviar centenas de milhões de dólares destinados à compra de alimentos para a população venezuelana.

A partir de 2019, Saab e seus supostos co-conspiradores utilizaram seu acesso ao governo venezuelano, que enfrentava dificuldades para quitar dívidas externas devido a sanções econômicas dos EUA, para vender bilhões de dólares em petróleo sob falsas alegações.

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Os promotores afirmam que o dinheiro dessas vendas também foi transferido por contas bancárias nos EUA.

Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.

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