Alcolumbre critica Lula após reconhecimento da “taxa das blusinhas

Alcolumbre elogia Lula após críticas à “taxa das blusinhas” e anúncio de fim gradual da taxação internacional.

26/08/2026 17:04

3 min

Lula e Alcolumbre no Planalto | Sérgio Lima/Poder360 (14.abr.2026)
Lula e Alcolumbre no Planalto | Sérgio Lima/Poder360 (14.abr.202...

O presidente do Senado por União Brasil – AP, Antonio Augusto Alcoinara de Moraes (Alcolumbre), elogiou o posicionamento presidencial em Brasília nesta quarta – feira, dia 26 de agosto de 2026.

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A declaração ocorreu após Lula da Silva reconhecer publicamente que houve um erro ao aprovar a cobrança de imposto sobre compras internacionais feitas no exterior — conhecida como “taxa das blusinhas”. O senador destacou essa mudança na política tributária e os próximos passos para acabar com a alíquota federal cobrada nessas transações.

Acordo político visa fim gradual do imposto internacional

Durante almoço realizado entre ele próprio, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente da Câmara dos Deputados por Republicanos – PB, ficou acordado em Brasília que será aprovada uma Medida Provisória destinada justamente a revogar esta taxa.

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O texto foi assinado originalmente pelo Presidente Lula no dia 12 de maio de 2026; contudo, perderá sua validade mais adiante neste ano legislativo. A comissão especial responsável pela análise dessa MP está programada para ser instalada na próxima quarta – feira, dia 1º de setembro de 2026.

Neste encontro político, Alcolumbre parabenizou o presidente da República pela coragem ao admitir um erro e reforçou seu argumento sobre injustiça social: “Não é justo que uma pessoa tenha condições de viajar ou adquirir US 2.000 em compras sem pagar imposto”, afirmou ainda eleE não é direito a cidadão brasileiro humilde ter que arcar com taxa por apenas comprar algo no valor de US 50”, completou o senador durante sua fala após os compromissos na capital federal.

Contexto do debate tributário das importações

A cobrança, inicialmente chamada “taxa das blusinhas” pela mídia, foi criada originalmente nos anos de 2024 e defendida vigorosamente pelo grupo econômico ligado à equipe econômica governamental para dar isonomia às empresas brasileiras. A medida recebeu apoio inicial dos ex – presidentes da Câmara (PP – AL) e também do Senado (PSB – MG.

Inicialmente, houve um acordo entre esses partidos políticos visando a aprovação sem veto presidencial dessa taxa que impunha o Imposto de Importação federal na compra internacional.

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O desgaste político levou ao reconhecimento do erro. Apesar desse suporte no início, em março deste ano, os dados coletados pela pesquisa Atlas Intel — realizada em parceria com Bloomberg —, apontaram 62% das pessoas entrevistadas considerando esse novo tributo como grande equívoco por parte do presidente.

Esse revés público fez mudar estratégias internas dentro da administração pública. Com isso, até mesmo as alas políticas passaram a defender internamente e publicamente o fim gradual desta cobrança para melhor se posicionar diante dos eleitores nas próximas eleições presidenciais de outubro.

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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