Alckmin manifesta o desejo de incluir empresários dos Estados Unidos nas negociações

Alckmin argumenta que a alta da tarifa contribui para a inflação; solicitou que empresários brasileiros dialoguem com “parceiros” dos Estados Unidos.

O vice-presidente Geraldo Alckmin, min. Rui Costa (Casa Civil), Min. Fernando Haddad (Fazenda) e min. Simone Tebet (Planejamento) durante reunião com representantes do setor da industria nesta terça-feira (15) para discutir a resposta brasileira ao aumento de tarifas anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no ministério do do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. | Sérgio Lima/Poder360 - 15.jul.2025

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), declarou em reunião com empresários da indústria nesta terça-feira (15.jul.2025) que eles busquem e envolvam “parceiros” norte-americanos nas negociações das tarifas comerciais. Afirmou que a tarifa tem potencial de elevar a inflação dos Estados Unidos.

Defendo que tenhamos conversas com os parceiros americanos do setor industrial para que eles também se envolvam nesse trabalho, demonstrando que isso não encarece, prejudica a economia brasileira, mas também encarece os produtos americanos, ainda mais com a questão da exaustão do tempo. Importante a participação de cada um de vocês nas suas áreas específicas para que possamos realizar um trabalho em conjunto.

Alckmin declarou que o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está comprometido em solucionar essa questão. Alegou que considerará propostas dos setores. Conforme apurado pelo Poder360, o vice-presidente ouviu empresários que o governo federal necessita lidar com a situação com cautela e diplomacia para otimizar o cenário.

As tarifas são absolutamente inadequadas. Os Estados Unidos apresentam déficit na balança comercial com grande parte do mundo, mas possuem superávit na balança comercial com o Brasil, tanto no setor de serviços quanto de bens, afirmou Alckmin. Ele defendeu que a política do presidente norte-americano, Donald Trump (Partido Republicano), eleva os preços nos Estados Unidos.

Alckmin afirmou que oito dos dez produtos mais exportados dos EUA para o Brasil são isentos de tarifa, com incentivo fiscal ou tarifa zero. Ele mencionou que a tarifa média é de 2,7%.

Alckmin afirmou que o Brasil possui uma relevante complementaridade econômica com as empresas norte-americanas. Destacou o setor do aço: “Somos o 3º comprador de carvão siderúrgico americano. Produzimos o aço em formato semi-plano. Comercializamos para os EUA e eles realizam o produto final, o motor, o automóvel”.

Alckmin afirmou que o presidente Lula pediu que o governo federal considerasse a opinião do setor privado em relação às tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos contra a exportação de produtos brasileiros.

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As reuniões serão realizadas em duas fases: pela manhã, às 11h, participará o setor industrial. O agronegócio conversará com os ministros às 14h.

Alckmin defendeu a separação dos poderes e o “espírito das leis”. Afirmou que o governo federal não tem ação sobre outro poder. Na carta com o anúncio das medidas, Trump declarou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sofre perseguição no país.

Participaram da reunião os seguintes ministros:

Segue a íntegra da lista de presentes da reunião (PDF – 89 kB). Entre os convidados, estavam:

A intenção é coletar as opiniões de quem poderá ser mais impactado pela tarifa promovida pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que terá início em 1º de agosto.

De acordo com o Poder360, Lula orientou os ministros a buscarem diálogo com empresários e a tentarem uma solução negociada com os Estados Unidos.

A recente política tarifária dos Estados Unidos impacta diretamente a indústria brasileira. A administração americana defende que as tarifas visam proteger a produção nacional norte-americana em setores considerados estratégicos.

O governo brasileiro avalia a medida como inadequada e analisa retaliações conforme a Lei de Reciprocidade Econômica.

Fonte por: Poder 360