Albie Nguma critica erros na pronúncia de nomes africanos em esportes

O influenciador angolano Albie Nguma lançou uma crítica contundente contra narradores e comentaristas esportivos brasileiros, exigindo que os profissionais da mídia aprimorem a pronúncia correta dos nomes de atletas africanos. Por meio de seu perfil no Instagram, Nguma citou exemplos específicos, como o zagueiro Chancel Mbemba, da República Democrática do Congo, e jogadores de renome mundial, como N’Golo Kanté e Kylian Mbappé.
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O influenciador argumenta que a dificuldade na pronúncia desses nomes não é apenas um lapso fonético, mas sim uma questão que transcende a técnica, envolvendo o respeito devido aos atletas e às comunidades de origem desses jogadores.
Nguma enfatizou que muitos profissionais da imprensa brasileira cometem erros ao vocalizar sobrenomes de origem africana. Segundo ele, essa dificuldade não deve ser vista como um obstáculo intransponível, especialmente considerando a capacidade de pronunciar sobrenomes europeus notoriamente complexos.
O porta-voz da crítica esclareceu que combinações de letras comuns em diversas línguas africanas, como o dígrafo “Ng”, formam um único som e não devem ser interpretadas como letras separadas.
“Não se pronuncia ‘Mbappé’ separando o ‘M’”, afirmou Nguma, detalhando a natureza dos sons. Ele explicou que, embora reconheça que nomes como o seu possam ser difíceis de articular, o aprendizado é possível por meio da pesquisa. “Essas combinações não são letras separadas; elas formam um único som em inúmeras línguas africanas”, detalhou o influenciador.
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A Questão do Respeito Cultural na Mídia Esportiva
Para Albie Nguma, a falha na pronúncia dos nomes vai além da mera fonética. Ele eleva o debate ao patamar do respeito cultural e social. O influenciador argumenta que a exposição midiática de atletas de diversas nacionalidades exige um nível de cuidado e pesquisa que a imprensa deve incorporar em sua rotina de transmissão.
“Se você consegue pronunciar nomes como ‘Schweinsteiger’, você também consegue pronunciar nomes africanos”, desafiou Nguma, estabelecendo um paralelo entre a dificuldade de pronúncia de nomes de diferentes origens geográficas. Essa comparação sublinha a necessidade de os profissionais se dedicarem ao conhecimento cultural que acompanha a cobertura esportiva.
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Nguma também fez um apelo ao público, lembrando o alcance massivo das transmissões esportivas. Ele ressaltou o impacto que os erros de pronúncia causam na audiência, que inclui milhões de pessoas e, em muitos casos, crianças que se identificam profundamente com os atletas.
O influenciador descreveu a frustração de ouvir o próprio nome pronunciado incorretamente durante os 90 minutos de um jogo, classificando o ocorrido não apenas como um erro técnico, mas como uma afronta ao senso de pertencimento do jogador e de sua comunidade. “Isso não é apenas uma questão de fonética, é uma questão de respeito”, concluiu, reforçando a gravidade do tema.
O Impacto da Representatividade Global no Futebol
O futebol moderno é um esporte verdadeiramente global, reunindo talentos de todos os continentes. Essa diversidade, que enriquece o esporte, impõe uma responsabilidade maior aos veículos de comunicação que cobrem o tema. A representatividade de jogadores africanos, por exemplo, exige que a cobertura midiática seja igualmente representativa em termos de tratamento e reconhecimento cultural.
Em resposta à crescente conscientização sobre o tema, algumas seleções esportivas já adotaram medidas preventivas. Para mitigar possíveis erros de pronúncia, diversas equipes divulgaram vídeos em que os próprios atletas pronunciam seus nomes, um movimento que visa educar o público e a mídia sobre a correta vocalização.
Essa iniciativa de autoeducação por parte dos clubes e federações demonstra o crescente entendimento sobre a importância do detalhe cultural na cobertura esportiva. O desafio, portanto, é que a mídia brasileira absorva essa necessidade de pesquisa e precisão para honrar a trajetória e a identidade dos atletas.
A crítica de Albie Nguma serve como um importante lembrete de que o jornalismo esportivo, ao cobrir figuras de alcance mundial, deve ir além da análise tática, incorporando o respeito e o conhecimento das culturas que representam.
Autor(a):
Pedro Santana
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.



