Ala do STF aposta que julgamento de Moraes e Mendonça ficará para após eleições de 2026

Uma ala do STF (Supremo Tribunal Federal) trabalha com a possibilidade de que o julgamento da troca de acusações entre ministros só seja marcado depois das eleições de outubro. A expectativa é que a análise ocorra no plenário da Corte, após o encerramento dos prazos definidos por Fachin para as manifestações dos magistrados, da Procuradoria – Geral da República (PGR) e da Polícia Federal.
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Esses prazos devem terminar na semana do dia 21 de dezembro. Na semana passada, a CNN já havia informado que Fachin avaliava essa possibilidade, enquanto outros ministros consideram improvável que o caso seja levado ao plenário perto do primeiro turno.
Julgamento pode ficar para depois das eleições
A avaliação interna é que uma decisão tomada próximo da votação poderia provocar uma contaminação política do julgamento. O processo é considerado um dos mais sensíveis da história do STF.
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Também é vista como pouco provável a marcação de uma sessão entre o primeiro turno e um eventual segundo turno. A preocupação, nos bastidores, é evitar que a disputa eleitoral influencie a repercussão ou a condução do caso.
Ao pedir manifestações de todos os envolvidos, Fachin teria criado prazo para tentar construir uma saída interna. A medida também permitiria que o tema não fosse analisado durante o período mais intenso da campanha eleitoral.
Acusações envolvem Moraes e Mendonça
Uma das alternativas discutidas seria o presidente da Corte decidir individualmente sobre a troca de acusações. O cenário considerado mais provável, porém, é que a palavra final fique com o plenário da corte.
Os ministros deverão avaliar se existe fundamento para abrir uma investigação contra Moraes com base no . O documento reúne mais de 50 mensagens enviadas por Vorcaro ao ministro, incluindo consultas sobre uma possível fuga do Brasil.
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O material também indica que o próprio magistrado editou o contrato de R 131 milhões firmado pela mulher de Moraes,, e o . De outro lado, o ministro reagiu no âmbito do e solicitou que o plenário investigasse Mendonça por crime de responsabilidade e improbidade administrativa.
A acusação contra Mendonça trata de suposto direcionamento político na condução dos inquéritos do Master e do INSS. Fachin retirou o caso do inquérito das fake news e registrou a acusação em um processo separado, no qual também está a decisão de Mendonça contra Moraes.
A tendência, segundo a avaliação nos bastidores, é que o presidente da corte leve a ação ao plenário em um julgamento conjunto. A sessão reuniria as duas acusações e definiria os próximos passos para a crise entre Mendonça e Moraes.
Autor(a):
Sofia Martins
Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.



