AGU busca recuperar R$ 190,3 milhões do PCC e do CV com quatro ações judiciais

Ações na Justiça Federal do Paraná, de São Paulo e do Rio Grande do Sul buscam bloquear bens ligados a tráfico, contrabando e lavagem de dinheiro.

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Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital
Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital

A AGU (Advocacia-Geral da União) ajuizou quatro ações na Justiça nesta terça-feira (20) para recuperar R$ 190,3 milhões em bens que, segundo as investigações, estão ligados ao PCC (Primeiro Comando da Capital) e ao CV (Comando Vermelho). Os grupos são investigados por tráfico internacional de drogas, contrabando de cigarros e agrotóxicos e lavagem de dinheiro.

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As ações foram apresentadas à Justiça Federal do Paraná, de São Paulo e do Rio Grande do Sul, com base na nova Lei Antifacção. A AGU busca bloquear e reaver patrimônios de origem ilícita para atingir os recursos financeiros das organizações.

Ações ligadas ao PCC somam R$ 82 milhões

Três processos envolvem 87 réus investigados por possível ligação com o PCC e somam R$ 82 milhões, informou a AGU. As apurações miram principalmente esquemas de contrabando de cigarros paraguaios e de agrotóxicos proibidos.

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Essas investigações foram conduzidas nas operações Marola, Delivery e Contaminatus. A quarta ação, ligada à Operação Hinterland, pretende recuperar R$ 108,2 milhões em bens associados ao tráfico internacional de cocaína para a Europa e à lavagem de dinheiro.

Na Operação Hinterland, os investigadores apuraram movimentações financeiras acima de R$ 230 milhões. Também apontaram conexões entre pessoas investigadas e um integrante do CV. A AGU, porém, afirmou que não há comprovação de vínculo formal entre os investigados e a facção.

Governo cita impacto sobre saúde e economia

O governo federal afirma que as ações pretendem retirar do controle das organizações criminosas bens e recursos de origem ilícita, além de reduzir sua capacidade financeira.

“A medida também contribui para a proteção da economia formal, da concorrência leal e da saúde pública, especialmente diante dos prejuízos provocados pelo contrabando de cigarros e agrotóxicos proibidos, pelo tráfico de drogas e pela lavagem de dinheiro.

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Com o ajuizamento das quatro ações, a AGU inaugura uma frente estratégica de enfrentamento patrimonial ao crime organizado, utilizando os instrumentos da legislação civil para ampliar a capacidade do Estado de recuperar ativos ilícitos e impedir que os lucros da criminalidade continuem financiando novas atividades criminosas”, diz o governo.

A Redação Brasil reúne a cobertura do Clique Fatos sobre o noticiário das cidades e dos estados brasileiros. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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