Acusados de Planejar Assassinato de Marielle Franco Revelam Vínculos com Organização Criminosa!

A PGR revela que os acusados do assassinato de Marielle Franco fazem parte de uma poderosa organização criminosa no Rio de Janeiro. Descubra todos os detalhes!

Acusados de Planejar Assassinato de Marielle Franco Integram Organização Criminosa

A Procuradoria-Geral da República (PGR) declarou nesta terça-feira (24) que os indivíduos acusados de arquitetar o assassinato da vereadora Marielle Franco pertenciam a uma organização criminosa armada, com uma estrutura consolidada no Rio de Janeiro e vínculos com milícias.

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Durante a sustentação oral, o vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand, afirmou que os denunciados “constituíram e participaram ativamente” do grupo, que exercia controle territorial por meio de violência e exploração econômica.

Os réus na ação penal incluem o conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ), Domingos Brazão; o ex-deputado federal João Francisco Brazão, conhecido como Chiquinho Brazão; o delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa; o ex-policial militar Ronald Paulo de Alves, o Major Ronald; e o ex-assessor Robson Calixto Fonseca, apelidado de “Peixe”.

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Estrutura da Organização Criminosa

Segundo a acusação, a organização começou a se formar em 2000, quando Domingos e Chiquinho Brazão estabeleceram alianças com diversos grupos milicianos atuantes na capital fluminense. A PGR destacou a existência de “prova robusta” de que o grupo cometia crimes sistematicamente, como extorsão e loteamento irregular.

Conforme o Ministério Público, os irmãos Brazão eram os líderes intelectuais da organização, enquanto os demais acusados desempenhavam papéis significativos na estrutura criminosa. Depoimentos coletados durante a instrução indicam que Domingos e Chiquinho controlavam o mercado local, monopolizando a venda de terrenos grilados e gerenciando serviços informais de segurança fornecidos por grupos criminosos.

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Envolvimento de Robson Calixto

O vice-procurador também mencionou a participação direta de Robson Calixto em cobranças violentas relacionadas às atividades de agiotagem atribuídas à organização. Após oito anos do crime, a PGR solicita a condenação dos acusados por organização criminosa, duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio.