Açúcar dispara na Bolsa de Nova York com previsão de déficit global; veja detalhes!

Preços do Açúcar em Alta na Bolsa de Nova York
As expectativas de uma oferta global limitada impulsionaram os preços futuros do açúcar na sessão desta quarta-feira (13) na Bolsa de Nova York. O contrato com vencimento em julho encerrou o dia com um aumento de 2,47%, sendo cotado a US$ 15,38 por libra-peso.
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De acordo com a análise do Barchart, os preços atingiram os maiores patamares em uma semana, refletindo a preocupação com a safra no mercado.
A consultoria Datagro revisou sua estimativa de déficit global de açúcar para a safra 2026/27, que agora é de 3,17 milhões de toneladas, em comparação com a projeção anterior de 2,26 milhões. Além disso, a StoneX informou que o mercado deve enfrentar um déficit de 550 mil toneladas para a safra 2026/27, em contraste com um superávit de 2,3 milhões de toneladas na safra 2025/26.
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Queda nos Preços do Cacau
Os contratos futuros do cacau encerraram a sessão com novas quedas na Bolsa de Nova York, com o vencimento para julho cotado a US$ 4.393 por tonelada, apresentando uma desvalorização de 4,23%. O Barchart destacou que os preços do cacau estão em queda devido à pressão de venda dos produtores, que buscam garantir preços mais altos após a recente alta, que alcançou os maiores níveis em três meses.
A valorização do dólar também contribuiu para a pressão negativa nos preços, levando à liquidação de algumas posições compradas em contratos futuros de cacau. No início da semana, as preocupações com o fenômeno climático El Niño levantaram temores sobre condições mais quentes e secas na África Ocidental, o que pode impactar a produção de cacau na região.
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Valorização do Café
Os baixos volumes de estoques de café impulsionaram as valorizações nos principais contratos futuros do produto na Bolsa de Nova York. O vencimento para julho finalizou a sessão com um leve ganho de 0,21%, sendo cotado a US$ 2,807 por libra-peso. Segundo informações da bolsa, os estoques de café arábica caíram para o menor nível em dois meses, totalizando cerca de 471.831 mil sacas.
A diminuição nas exportações de café do Brasil também foi um fator que contribuiu para a valorização dos preços futuros. O Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil) informou que os embarques brasileiros de café verde em abril apresentaram uma queda de 1,3% em relação ao ano anterior, totalizando 2,76 milhões de sacas.
Mercado de Suco de Laranja e Algodão
O vencimento do suco de laranja encerrou a sessão com uma leve baixa de 0,67%, com o contrato de julho fechando a US$ 1.913,00 por tonelada. No que diz respeito ao algodão, o contrato para entrega em julho registrou uma alta de 0,57%, sendo precificado a US$ 86,81 por libra-peso.
Segundo o consultor independente Pery Pasotti Pedro, o primeiro relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) para a safra 2026/27 foi bastante positivo para o mercado, algo que não se via há muito tempo. O consumo aumentou 1,30%, enquanto a oferta caiu 7%, reduzindo os estoques finais para abaixo de 60%, um número considerado de referência para o mercado.
Apesar dos números favoráveis para a safra plantada, o mercado optou por descontar nos preços futuros até que a colheita ocorra no final do ano.
O mercado também foi impulsionado pela valorização do dólar e pela queda do petróleo nesta sessão, o que tornou o algodão mais competitivo em relação ao poliéster.
Autor(a):
Marcos Oliveira
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.



