Ações e fundos imobiliários apresentam estratégias distintas para investidores em 2026
Investidores devem considerar seu perfil e objetivos financeiros ao escolher entre ações e fundos imobiliários, que oferecem estratégias e retornos distintos.
A escolha entre ações e fundos de investimento imobiliários (FIIs) pode ser desafiadora e depende do perfil do investidor, do tempo que ele pode dedicar ao acompanhamento dos investimentos e dos seus objetivos financeiros. Geralmente, as ações são recomendadas para aqueles que possuem maior tolerância a riscos e buscam um potencial de valorização mais elevado a longo prazo.
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Já os FIIs têm a vantagem de oferecer uma renda passiva mensal com previsibilidade, uma vez que os rendimentos são pagos na forma de dividendos.
Apesar de ambos serem classificados como investimentos de renda variável, ações e fundos imobiliários apresentam estratégias bem distintas. As ações representam pequenas frações das empresas, também conhecidas como papéis, que são emitidas na bolsa de valores para captar recursos financeiros.
Quando alguém se torna acionista, essa pessoa pode obter retorno por meio de dividendos ou pela venda dos papéis a um preço superior ao que pagou inicialmente.
Características das Ações
Eduardo Menicucci, professor nas áreas de finanças e negócios da Fundação Dom Cabral (FDC), destaca que as ações são voltadas para investidores dispostos a acompanhar o mercado financeiro com regularidade. Ele alerta que nem sempre o retorno é atrativo devido ao nível de risco superior em comparação com investimentos em renda fixa.
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As ações têm alta liquidez, permitindo conversão rápida em dinheiro. No entanto, especialistas recomendam uma estratégia focada em retiradas no médio e longo prazo para proteger o patrimônio contra oscilações bruscas. O principal risco associado às ações é sua volatilidade, que pode resultar em perdas financeiras decorrentes de fatores como:
A oferta e demanda no mercado: expectativas futuras geram compras e vendas diárias; quando há mais compradores do que vendedores, o preço tende a subir, e vice – versa.
Leia também
A macroeconomia: variações na taxa Selic, inflação e câmbio influenciam decisões econômicas e impactam os preços das ações.
A microeconomia: resultados financeiros, perspectivas de crescimento e mudanças na gestão das empresas podem alterar a percepção sobre seu valor.
O cenário político e internacional: eventos como eleições, alterações legislativas ou crises afetam o sentimento dos investidores e refletem nos preços das ações.
Fundos de Investimento Imobiliário
Os fundos de investimento imobiliário permitem ao investidor acessar o mercado imobiliário sem precisar adquirir um imóvel diretamente. Eles oferecem rendimentos mensais através da distribuição de dividendos provenientes de aluguéis ou outros tipos de receitas geradas pelos ativos do fundo.
Menicucci aponta que esses investimentos são atraentes no Brasil devido à segurança relativa proporcionada por serem lastreados em imóveis. Entretanto, ele ressalta que os FIIs não são indicados para resgate imediato se o objetivo for obter bons rendimentos.
Os principais tipos de FIIs incluem:
Fundos de tijolo: investem diretamente em imóveis físicos como shoppings e prédios comerciais. Os aluguéis são distribuídos mensalmente aos cotistas, oferecendo isenção de Imposto de Renda (IR) e potencial valorização dos imóveis.
Fundos de papel: aplicam em títulos ligados ao setor imobiliário, como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), funcionando como empréstimos para projetos imobiliários com juros repassados aos cotistas.
Fundos híbridos: combinam diferentes ativos imobiliários, incluindo imóveis físicos e títulos imobiliários. Essa abordagem diversificada busca maximizar rendimentos através da distribuição periódica das receitas geradas.
Dicas para Investidores
Investir em renda variável requer atenção às variáveis fora do controle do investidor. Menicucci menciona fraudes como exemplo desse tipo de risco. Para mitigar perdas financeiras, recomenda – se estudar boas práticas de investimento presentes em obras como “Os Axiomas de Zurique”, onde conceitos como stop loss ajudam a limitar prejuízos automaticamente ao atingir um preço predefinido.
A diversificação da carteira é fundamental para proporcionar segurança nas aplicações financeiras. Independentemente do perfil — conservador, moderado ou agressivo — é aconselhável manter uma parte significativa do portfólio em renda fixa devido à sua previsibilidade e menor risco comparativa à renda variável.
Modalidades Comuns de Renda Fixa
No universo da renda fixa, existem várias opções disponíveis:
Títulos públicos: além do Tesouro Reserva e Tesouro Selic, incluem opções como Tesouro IPCA+ e Tesouro Prefixado, considerados seguros.
Títulos bancários: CDBs (Certificados de Depósito Bancário), LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) e LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio) geralmente contam com cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) até R 250 mil por CPF.
Cobrança privada: debêntures, CRIs e CRAs (Certificados de Recebíveis Agrícolas) são emitidos por empresas sem a garantia do FGC.
Cofrinho financeiro: opção prática para investimentos automáticos em produtos com liquidez diária.
A Importância da Disciplina nos Investimentos
Mantenha atualizado seu perfil enquanto investe; isso ajuda a alinhar seus objetivos financeiros com suas aplicações. Menicucci enfatiza a importância da disciplina ao investir — recomenda aplicar parte da renda assim que recebida antes mesmo das despesas diárias.
Essa constância pode gerar grandes resultados financeiros ao longo do tempo.