Acadêmico Gera Polêmica com Declaração Sobre Ação Israelense na Flotilha Sumud

Polêmica declaração de acadêmico reacende debate sobre ação israelense na flotilha! Samuel Feldberg prevê: “última flotilha”. Thiago Ávila continua detido.

26/05/2026 09:37

4 min

Acadêmico Gera Polêmica com Declaração Sobre Ação Israelense na Flotilha Sumud
(Imagem de reprodução da internet).

Controvérsias em Torno da Ação Israelense na Flotilha Global Sumud

O diretor acadêmico Samuel Feldberg, representante da StandWithUs Brasil e fellow do Moshe Dayan Center for Middle Eastern and African Studies, gerou polêmica ao comentar sobre a ação israelense envolvendo a flotilha Global Sumud. Em um podcast do Levante, Feldberg, que se apresenta como diretor acadêmico, afirmou que, se estivesse no comando de Israel, garantiria que qualquer futura flotilha com o mesmo objetivo fosse a “última”.

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Essa declaração, feita em 2026, não se tratava de uma reflexão sobre a segurança de Israel, mas sim de uma resposta direta ao episódio centrado na detenção do marqueteiro da flotilha, Thiago Ávila.

A fala de Feldberg, que ocorreu durante o podcast “Thiago Ávila, o marqueteiro da flotilha”, cuja descrição tratava da detenção do marqueteiro da flotilha anti-Israel, Thiago Ávila, foi recebida com risos pelos coapresentadores Caio Blinder e Felipe Moura Brasil.

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A controvérsia reside no potencial de sua declaração configurar crimes como ameaça, incitação pública à prática de crime ou apologia de crime, conforme previstos nos artigos 147, 286 e 287 do Código Penal. A situação se agravou com o sequestro internacional de Thiago Ávila e Saif Abu Keshek, membros da flotilha.

Detenção e Questionamentos Legais

Thiago Ávila e Saif Abu Keshek foram detidos por Israel em águas internacionais próximas à Grécia, em 30 de abril de 2026, durante a flotilha Global Sumud, que buscava levar ajuda humanitária a Gaza. Tanto Brasil quanto Espanha classificaram a detenção como ilegal.

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A advogada dos ativistas relata que eles sofreram violência, foram algemados e vendados durante o traslado, enquanto Israel justifica sua atuação como legal.

A declaração de Feldberg, que poderia configurar elogio público de uma ação ainda mais violenta, reacendeu debates sobre a retórica de guerra total ou de destruição total que o acadêmico já utilizou em vídeos e artigos após ataques israelenses no Líbano.

Ele argumentou que Israel continuaria a agir “da forma como entender necessário” e que os ataques demonstravam que “nem sempre a diplomacia é o melhor caminho”, comparando a destruição do sul do Líbano a Dresden. Em um artigo publicado na Folha de S.Paulo, intitulado “A falácia da liberdade de expressão”, Feldberg defende a repressão a indivíduos que, por ele, caracterizados como apoio ao Hamas ou hostilidade contra estudantes judeus.

Jurisdição e Direito Internacional

Israel não possui jurisdição, autoridade ou direito legal irrestrito para interceptar embarcações estrangeiras em águas internacionais. A ação ocorreu a aproximadamente 150 quilômetros da costa de Creta, na Grécia, em uma embarcação de bandeira italiana.

A Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, especificamente os artigos 86 a 115, estabelece que, fora das águas territoriais, o princípio da liberdade de navegação prevalece. Nenhum Estado pode abordar, inspecionar ou capturar embarcações estrangeiras em alto-mar, exceto em casos de pirataria, tráfico de escravos, transmissões não autorizadas ou navios sem nacionalidade – situações que não se aplicam a uma flotilha humanitária registrada.

O princípio da jurisdição no alto-mar também determina que um Estado só pode exercer jurisdição penal sobre embarcações de sua própria bandeira ou em exceções reconhecidas pelo direito internacional. A ação israelense ainda pode ser analisada à luz do artigo 9º do Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos, que proíbe prisões e detenções arbitrárias.

A detenção de Thiago Ávila e Saif Abu Keshek, em missão humanitária, levanta questões sobre sua legalidade internacional.

Investigação e Implicações

A Itália abriu investigação formal em razão da bandeira da embarcação. Diversas organizações classificaram o ato como pirataria estatal ou sequestro internacional. Até o momento, o Brasil não adotou medidas equivalentes. A StandWithUs se apresenta como uma “instituição educacional” voltada ao combate ao antissemitismo e à defesa de Israel, embora reportagens do Diário do Centro do Mundo (DCM) tenham revelado que a entidade busca interferir na atividade legislativa no Congresso Nacional brasileiro.

A declaração de Feldberg, que se refere a garantir que uma próxima flotilha “fosse a última”, direcionada a ativistas humanitários em contexto de violência estatal e acusações internacionais contra Israel, justifica investigação sobre eventual incitação à violência extrema.

Autor(a):

Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.

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