Abelardo de la Espriella é eleito presidente da Colômbia

Abelardo de la Espriella vence a eleição colombiana com discurso conservador e foco em segurança.

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De la Espriella disputou o primeiro político em 2026, sendo eleito para suceder Gustavo Petro | Foto: Reprodução
De la Espriella disputou o primeiro político em 2026, sendo elei...
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O advogado Abelardo de la Espriella, de 47 anos, que tem as nacionalidades colombiana, americana e italiana, foi eleito presidente da Colômbia nesta semana.

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De la Espriella largou a vida que levava na Toscana, Itália – onde já teria “a vida resolvida”, segundo sua esposa Ana Lucía Pineda Aruachan –, para assumir o comando do movimento político conhecido como Defensores da Pátria e se apresentar publicamente sob apelido ‘El Tigre’.

A vitória de ‘El Tigre’ contra um cenário polarizado

O resultado oficial veio pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) colombiano. Abelardo conseguiu 12.960.166 votos em confronto direto com Iván Cepeda, senador que representa a esquerda; os números foram significativamente superiores aos dos apoiados por Gustavo Petro.

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Em reação à eleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) parabenizou De la Espriella e afirmou que “a relação entre os dois países transcende ideologias”.

Vida de luxo versus política conservadora. Embora sua fortuna seja desconhecida em valor exato, a origem desse patrimônio já foi tema polêmico durante toda campanha.

Além dos serviços jurídicos, Abelardo negocia roupas pela marca “De la Espriella Style” e vende vinhos com o nome Dominio De la Espriella; ele se apresenta como um “outsider” que não hesita em exaltar essa condição no público geral.

Propostas de governo focadas em segurança nacional

A agenda política do futuro presidente é marcada por uma forte retórica conservadora. Ele apostou na pirotecnia ideológica ao promover grandes comícios nos quais imitava rugidos de tigre para reforçar sua imagem perante a população colombiana.

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No governo, Abelardo planeja desfazer as políticas de paz do governo Petro e fechar a Jurisdição Especial para a Paz (JEP), criada após o Acordo de Paz de 2016, que encerrou décadas de conflito armado com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Inspirado em Milei: dolarização do país

Em termos econômicos, De la Espriella defende uma agenda liberal. Assim como Javier Milei na Argentina – com quem compartilha afinidade –, ele propõe uma forte redução estatal e diminuição tributária.

Ele manifestou apoio à abertura econômica colombiana para a entrada de dólares americanos; embora reconheça que o processo é “muito complexo”, justifica essa postura dizendo que “[o dólar] é uma moeda forte e fundamental”. Em entrevista à Caracol Radio no início de junho, explicou que quer permitir contas em dólares aos cidadãos, como proteção contra a inflação.

O desafio da violência: sequestros e reconstrução do Estado

A questão central na Colômbia permanece sendo alta taxa de criminalidade. Segundo dados apresentados pela Corporación Excelencia en la Justicia, a incidência anual de homicídios atinge 25,9 mortes para cada 100 mil habitantes — um número que se manteve estável nos últimos dez anos.

No entanto, o problema cresce drasticamente no quesito sequestro; em comparação com os 223 registros feitos em 2023, esse índice saltou alarmantemente para 651 casos projetados para 2025. O país também registra altos níveis de assassinatos contra líderes sociais e defensores dos direitos humanos.

A política anticrime

Para lidar com a violência endêmica – situação na qual Abelardo já estava habituado por defender paramilitares ou acusados de corrupção –, ele propõe medidas radicais inspiradas nas propostas do presidente salvadorenho Nayib Bukele.

Entre as ideias divulgadas estão a aproximação com os Estados Unidos no combate ao crime e a criação de megaprisões onde os detentos seriam mantidos “dez andares abaixo da terra”. O futuro chefe também afirmou que pretende derrubar qualquer avião ou embarcação carregando drogas no território colombiano. A ideia é fazer lucrar o Estado legalizando 10% dos recursos provenientes desse narcotráfico e mineração ilegal para financiar a empreitada estatal.

Parceria internacional

Para viabilizar esse plano ambicioso, De la Espriella busca apoio tanto do governo Donald Trump quanto de Israel.

Ele propõe um novo “Plano Colômbia 2.0”, para atualizar pacotes militares americanos existentes desde os anos 2000, e pretende reverter a política da “Paz Total” defendida por Petro.

A Redação Internacional reúne a cobertura do Clique Fatos sobre os principais acontecimentos fora do Brasil. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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