64,8% dos alunos do 3º ano do ensino médio não aprendem português adequadamente, aponta estudo

Um levantamento divulgado nesta quinta – feira (20) pelo Todos Pela Educação revelou que 64,8% dos alunos do 3º ano do ensino médio não alcançam um nível adequado de aprendizado em língua portuguesa. O estudo analisa a evolução do desempenho dos estudantes da rede pública entre 2005 e 2025, com base nos resultados do Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica.
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Os dados mostram a performance de estudantes do 5º e 9º ano do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio. Apesar de uma melhora no percentual de alunos com aprendizado adequado em língua portuguesa — que saltou de 15,7% em 2005 para 35,2% em 2025 — ainda há um grande número de estudantes fora do padrão desejado.
Desempenho dos alunos ao longo das décadas
Além disso, o estudoaponta que 31,2% dos alunos no 3º ano do ensino médio apresentam nível de aprendizado considerado abaixo do básico. Em comparação a 2005, quando esse índice era de 50,3%, houve uma queda significativa de 19,1 pontos percentuais.
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Ao observar os dados ao longo de duas décadas, nota – se que o percentual de estudantes com aprendizagem adequada em língua portuguesa mais que dobrou. No entanto, essa evolução deve ser interpretada à luz das mudanças no perfil dos jovens que completaram o Ensino Médio nesse período.
Em 2005, apenas cerca de quatro em cada dez jovens terminavam essa etapa até os 19 anos; já em 2025, esse número subiu para aproximadamente sete em cada dez.
Esse aumento na taxa de conclusão indica que a população jovem que finaliza o ensino médio é agora mais diversa e numerosa. Portanto, é crucial entender que a estabilidade nos indicadores médios de aprendizagem se deu paralelamente a esse crescimento na inclusão educacional.
Avanços regionais na aprendizagem
No intervalo entre 2023 e 2025, foi observado um progresso significativo em várias regiões. Vinte e dois estados registraram melhorias na proporção de alunos com aprendizado adequado em língua portuguesa. Os destaques foram Piauí, com um avanço de 9,9 pontos percentuais; Rio Grande do Sul, que cresceu 9,1 pontos; e Paraná, com um aumento de 5,9 pontos percentuais.
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No que diz respeito aos índices considerados abaixo do básico, dezenove estados conseguiram reduzir esses números desde 2023. Novamente Piauí se destacou, apresentando uma redução expressiva de 27,5 pontos percentuais; seguido pelo Rio Grande do Sul e Paraná, com reduções de 6,4 e 5,6 pontos percentuais respectivamente.
Desafios persistentes
Ainda assim, o Brasil enfrenta o desafio contínuo de melhorar a qualidade da educação. A conjunção entre o aumento nas taxas de conclusão do ensino médio e a elevação nos níveis adequados de aprendizagem precisa ser gerida cuidadosamente para garantir uma educação mais inclusiva e efetiva para todos os jovens.
Autor(a):
Bianca Lemos
Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.



