62% da Geração Z avaliam mal o mercado de trabalho, ante 47% dos adultos

Entre jovens americanos, a avaliação negativa da própria situação de emprego subiu de 25% para 38% em um ano, em meio a vagas falsas e processos automatizados.

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Currículo: melhor enviá-lo assim que a vaga é publicada | Foto: Reprodução/Exame
Currículo: melhor enviá-lo assim que a vaga é publicada | Foto: ...
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62% dos jovens da Geração Z nos Estados Unidos consideram ruim o mercado de trabalho, contra 47% da população adulta, segundo pesquisa da SSRS. A dificuldade de encontrar uma vaga é agravada por anúncios que não correspondem a oportunidades reais, triagens automatizadas e entrevistas conduzidas por inteligência artificial.

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Na pesquisa feita em fevereiro com 1.030 adultos, a parcela da Geração Z que avalia negativamente a própria situação de emprego passou de 25% para 38% em um ano. Entre os millennials, o índice é de 21%.

Vagas falsas e filtros dificultam a busca

Uma reportagem de Callie Holtermann no The New York Times reuniu relatos de jovens que enviam currículos sem saber se serão avaliados por uma pessoa. “Estamos aqui gritando: ‘Eu aceito o emprego, aceito qualquer emprego que vocês me derem!’”, disse Grace Dunning, de 24 anos, ao jornal. “Começa a parecer que você está falando com alguém que nem está ouvindo.”

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Entre as queixas estão as chamadas vagas fantasmas, anúncios de funções que não existem de fato. Também há candidatos que acreditam ter sido eliminados por um algoritmo antes que um recrutador leia o currículo.

Para quem avança no processo, a entrevista com inteligência artificial pode tornar a conversa impessoal. “Nenhum ser humano me rejeitou de fato”, disse Lydia Crim ao The New York Times. “Parece algo que faço de boa-fé, e aí essas empresas colocam um muro que não consigo transpor.”

Daniel Chait descreve um “ciclo vicioso da IA”

Daniel Chait, CEO da plataforma de recrutamento Greenhouse, usa a expressão “ciclo vicioso da IA” para descrever a dinâmica: candidatos recorrem à tecnologia para enviar mais currículos, recrutadores automatizam a triagem diante do volume e candidatos tentam driblar os filtros.

“A confiança está no nível mais baixo de todos, tanto para quem procura emprego quanto para os recrutadores”, afirmou Chait. No relatório de 2025 da Greenhouse, que ouviu 1.200 candidatos nos Estados Unidos, apenas 8% disseram acreditar que os algoritmos de triagem tornam a contratação mais justa.

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Do lado dos gestores, 65% disseram já ter identificado candidatos usando inteligência artificial de forma enganosa.

Pesquisa e preparação ajudam na candidatura

Um levantamento do LinkedIn com brasileiros aponta dois hábitos para verificar oportunidades: pesquisar sobre a empresa, citado por 52%, e conferir se a vaga aparece no site oficial, mencionado por 47%.

Entender como funciona a triagem também pode ajudar o candidato a organizar o currículo. Treinar entrevistas com inteligência artificial, por sua vez, permite conhecer melhor esse formato antes de participar de uma seleção.

O curso Processo Seletivo Na Prática é 100% online e gratuito. São cerca de seis horas de conteúdo em oito módulos, com atividades práticas e certificado. As aulas abordam sistemas de triagem conhecidos como ATS, o uso de IA por recrutadores, a leitura de vagas e a preparação para entrevistas, inclusive as feitas por inteligência artificial.

A Redação Economia reúne a cobertura do Clique Fatos sobre economia, negócios, mercado financeiro, agronegócio e finanças pessoais. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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