30 Anos de Eldorado: Memória, Justiça e Luta no Rio de Janeiro

30 anos de dor e luta! Massacre de Eldorado dos Carajás será lembrado no Armazém do Campo. Debate com Eró Silva, Leonilde Medeiros e João Roberto Ripper.

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30 Anos do Massacre de Eldorado dos Carajás: Memória e Luta no Armazém do Campo

Na próxima sexta-feira, 17 de maio, o Armazém do Campo, na Lapa, do Rio de Janeiro, será palco de um evento comemorativo pelos 30 anos do massacre de Eldorado dos Carajás. A atividade, que marca o Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária, reunirá diversos atores sociais em torno da memória do episódio e da luta por justiça e igualdade no campo.

A programação, que se inicia às 15h, contará com um debate centralizado na violência contra os povos e a natureza, com a presença de figuras como Eró Silva, do MST, Leonilde Medeiros, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFFRJ), Antonio Herrera, do Levante Popular da Juventude, e o renomado fotógrafo documental João Roberto Ripper, conhecido por sua documentação do massacre.

Subseções da Programação

A exposição do acervo de João Roberto Ripper, que registra a dimensão do evento de 17 de abril de 1996, estará disponível até junho. Os registros impactantes evidenciam a perda de 21 militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), um marco trágico na história da luta pela reforma agrária no Brasil.

Às 18h, será exibido um curta-metragem produzido por alunos da Escola de Cinema do Campo do MST no Pará, intitulado “Acampamento Oziel Alves Pereira”. A produção oferece uma perspectiva contemporânea sobre a importância dos acampamentos como espaços de resistência e organização.

Encerramento com Música e Cultura

Para finalizar a jornada, a partir das 19h, o grupo Forró Mulher se apresentará, trazendo a energia da música regional para o centro do Rio de Janeiro. O evento é aberto ao público e promete ser um momento de reflexão, celebração e reafirmação do compromisso com a Reforma Agrária Popular.

O Armazém do Campo oferecerá um espaço de encontro e diálogo, conectando o passado de luto com o presente de luta pela reforma agrária, com a participação de diferentes movimentos sociais e a contribuição de artistas e intelectuais comprometidos com a justiça social.

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