Zettel muda de defesa em caso polêmico! Vorcaro altera estratégia e acusações contra Banco Master ganham novo rumo. Saiba mais!
O empresário Fabiano Zettel, conhecido por ser cunhado do advogado Daniel Vorcaro, alterou sua equipe de defesa nesta quarta-feira, 25 de março de 2026. A nova liderança da defesa passa a ser do advogado criminalista Celso Villardi, que já atuou na defesa do ex-presidente (PL) em uma investigação por tentativa de golpe de Estado.
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Zettel permanece preso preventivamente desde 4 de março, sob suspeitas de ter realizado pagamentos e facilitado ações do grupo “A Turma”, que teria como objetivo intimidar adversários do Banco Master, instituição fundada por Vorcaro.
A mudança na defesa de Zettel ocorre em um momento delicado, após a alteração da estratégia de Vorcaro. Em 19 de março, ele assinou um termo de confidencialidade com a Procuradoria Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF). A coordenação da defesa de Vorcaro agora é do advogado José Luis Oliveira Lima, que também atuou no caso envolvendo o ex-ministro Walter Braga Netto, ligado ao governo Bolsonaro.
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O acordo de colaboração premiada permite que investigados ofereçam provas aos investigadores em troca de benefícios.
Zettel, casado com Natália Vorcaro, irmã do dono do Banco Master, possui uma trajetória que se estende do mercado financeiro de alto padrão até a liderança religiosa na Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte, e também administra o fundo de investimentos Moriah Assets, focado no setor de bem-estar.
Ele também esteve envolvido na aquisição de participação da empresa Maridt, pertencente à família do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, no resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR).
Após o acordo de confidencialidade, a defesa de Vorcaro, a PF e a PGR se comprometem a manter o sigilo das informações preliminares fornecidas pelo ex-banqueiro. Vorcaro deverá responder às perguntas da delegada e dos procuradores, apresentando provas que sustentem sua versão dos fatos.
A expectativa é que o processo dure entre 30 e 60 dias.
Após os depoimentos, o investigado deverá relatar tudo o que sabe, sob pena de anulação do acordo. A PGR e a PF avaliarão se há indícios para obter novas provas. Caso decidam prosseguir, a PGR encaminhará um pedido ao gabinete do ministro André Mendonça para homologação do acordo.
Com a homologação, novos depoimentos serão coletados e anexados aos autos do inquérito. A validade da delação só será confirmada após decisão do relator.
Não há espaço para relatos seletivos em acordos de colaboração. O delator deve apresentar todas as informações, sob risco de rejeição do acordo. Os efeitos das delações devem ser percebidos a partir do segundo semestre de 2026, durante o período eleitoral.
A expectativa é que Vorcaro responda sobre suas relações com autoridades do Judiciário, do meio político e do setor regulatório.
Apenas fatos que configurem crime serão considerados no processo. Relações pessoais, investimentos e contratos advocatícios só serão investigados se houver indícios de corrupção ou advocacia administrativa. A terceira fase da operação Compliance Zero, que resultou na prisão preventiva de Vorcaro, foi conduzida pela 2ª Turma do STF, unânime na decisão. O ministro André Mendonça criticou o colega, afirmando que o “apelo a conceitos porosos e elásticos para a decretação de prisões preventivas recomenda um olhar crítico”, em referência às justificativas de Mendonça. Citou a Operação Lava Jato: “Em um passado recente, essas mesmas fórmulas foram invocadas para justificar abusos e arbitrariedades”.
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Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.